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Décima Oitava Rodada |
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![]() Mulher Sozinha de Toulouse-lautrec
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Rodadas Passadas |
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Por Anderson H |
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Segundo a história oficial todos os habitantes do Egito morreram num maremoto ocorrido no mar adriático por volta de 6.000.000 de anos antes do saci pererê perder a perna. foi nessa mesma época que Sócrates, utilizando de Diógenes a lanterna, descobriu a luminescência do dia e marcou seu primeiro gol de placa. quem diria que essa putaria toda, enviesada pela moral apócrifa dos semi deuses putanheiros da Avenida Rebouças, acabaria com uma civilização praticamente feita de bêbados e maconheiros. aliás, os egípicios inventaram a louça e a cocaína, o sexo anal e a endorfina, o maracanã e os índios semióticos. é tudo física quântica na balança do tempo... |
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Genuflexório
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Por Lameque Lopes |
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As marcas de sua fé |
Fim do jogo |
| Por Eder Ferreira |
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A tela está cheia
E a seringa também O Mario já Morreu uma dez vezes Eu, não morri nenhuma Joystick numa mão Seringa na outra Fecho a última fase E viajo na última pira Game over dose |
Girassol no meu olhar |
Por Jessiely Soares |
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Ninguém avisou
Que os segundos Magoam o peito Que antes eu Julgava indolor. Ninguém explicou Que o girassol Em meus olhos chora E cada lágrima derramada Carrega um pouco Da sua cor Mas eu descobri Meu rosto manchado De certo matiz Marrom amarelado Carrega a dor Solene da saudade E essa brisa indomável Que carrega a chuva Afaga os meus cabelos Traz gotas De orvalho: Pura maldade. Me deixam calada Com canções imaginárias Pedaços de solidão Numa terça feira À tarde. |
destilar da doçura |
| Por F. Celeti |
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destilação da doçura dos que amam triturar dos dentes que escapam nos risos alegres piscada sensual moída como o degustar mal passado da pele exalando feromônios agora lançada ao fogo não há taça de vinho nos amores vividos em balcões de um mundo imaginário recheado de copos americanos onde se bebe da doçura destilada compartilhando petiscos de dentes porções de sorrisos feromônios faltam no estoque... . |
| - ao vento - |
| Por Ana Sioli |
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Tento alçar vôo
mas me sangram as garras já não afiadas se contraem as vísceras antes esquecidas se calam as asas agora pesadas Não mais sou ou nunca fui não sei ao certo Apenas arranco meu coração e o ofereço ao vento As opiniões no bar |
| O dedo |
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Por Carlos Cruz |
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Sebastião piscava alucinadamente os faróis de seu Fusca Sedan 1300L.
Sem sucesso. O motorista do reluzente Peugeut prateado não permitiria a
ultrapassagem. Premiu a alavanca dos faróis novamente, buzinou, piscou
farol, buzinou de novo. Cinco quilômetros depois, conseguiu ultrapassar
o Peugeut, quase decolando sobre o quebra-molas. Não satisfeito com a
façanha, ainda tripudiou sobre seu oponente: braço para fora, dedo
médio em riste, saboreou sua vitória. O fraco sobrepujou o forte. Olhos
fixos no espelho retrovisor, não percebeu a aproximação do caminhão
cegonha na mão oposta da via. |
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| Bestial |
| Por Flá Perez |
| Tomei um banho quente, a ducha forte fez marcas
vermelhas nas costas. Mas gosto assim. A sensação depois
é mais completa. O depois é deitar de bruços nua na cama, meio seca, meio molhada ainda e relaxar. Se penso nele, me toco, meus dedos são os dedos dele, seu sexo. E digo seu nome baixinho, muitas e muitas vezes, até dormir. Mas hoje estou com cheiro de cio. Hoje ele chega, vê a porta entreaberta, entra, afunda sua língua entre minhas pernas e me lambe devagar. Um arrepio me percorre, sinto-me dilatar aos poucos, abrir como num filme de uma flor que se dá ao sol. Ele é um sol, sim, ele é. Quando ele chega sinto a atração do astro maior que eu. E gravito sempre até ele. Lua, planeta, sou sim, um pequeno planetinha em sua galáxia. Masoquista, o amo porque sou pequena planeta. E essa língua áspera me deixa a anos - luz da sanidade. Abro mais as pernas e gozo e grito. Outras mulheres tem poodles de estimação. Eu não. Eu tenho um leão. As opiniões no fórum do Bar |
| Éramos três |
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Sentamos nós três no passeio, éramos pobres e fodidos. Clovison fumava maconha, se deixasse passava até no pão. Já o Roberson não fazia nada, sempre achei que ele fosse retardado. Vamos pedir comida? Perguntei olhando para os dois. Toparam na hora. Pedimos pão numa casa da Savassi, ganhamos. O Roberson comeu afoito, até babava. Daí começou a babar demais, muito. Tinha chumbinho no pão. Morreu. Nunca prendaram a velha. Sentamos no passeio. O Clovison estava fumando maconha. Vamos foder geral? Roubar, estuprar e matar? Perguntei para ele. Vamos, ele disse. Fomos atravessar a rua. Veio um carro, jogou ele dez metros longe. Morreu. Sentei no passeio, olhei para os lados, não tive nenhuma idéia naquele dia. Continuei pobre, fodido e com uma mãe chamada Bocetinha de ouro. As opiniões no fórum do Bar |
| Apenas mais um dia nesta terra estranha |
Por Thomás Thorpo
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| Na rua, uma velha, um mendigo, um tiro, um berro, um choro, um sorriso. Ou: - Dá um real vó... - Não sou sua avó, seu porco, seu nojento... - Vai se foder, ô velha! Por que você ta me xingando? E só pedi a porra do dinheiro! ...Um tiro... ...um grito... - Isso é pra você aprender a não importunar as pessoas de bem, seu bandido desgraçado! Seu lixo! - Hei, aquele cara atirou na velhinha! Deve ser assalto... - Não. Foi a senhora que atirou na mão do mendigo. Acho até que mirou na cabeça, mas ele pôs a mão na frente... - Foi tentativa de assalto, só pode! É bom pra esses putos aprenderem a nos deixar em paz. - Mas o cara só pediu dinheiro e a velha deu um tiro nele! - Merda nenhuma. Só pode ter sido assalto. No templo, panos que cobrem rostos e revelam olhos que revelam dor; lá fora, mãos que empunham armas e obedecem ordens; pano, areia, pólvora e Deus. Ou: - Vamos! Se todas sairmos juntas e ficarmos em volta da mesquita eles terão que parar de atirar! - Mas mamãe, a senhora está muito cansada, fique aqui dentro. - Quieta menina! Vamos todas unidas. Eles não irão atirar. - Sim, é verdade, têm jornalistas lá fora. Eles não poderão atirar em mulheres desarmadas. - Não se afastem umas das outras. Deixem que vejam nossas mãos. Que fique claro que não temos armas! - Vamos, vamos. Já estão todas saindo... - Vamos... - Alá seja louvado! - Alá nos proteja! ... - Mamãe, eles não estão atirando mais. Olhe lá, os soldados israelenses pararam de atirar. - Alá seja louvado! - Todas juntas. Continuem andando. Somos a esperança dos homens que estão dentro do templo. - Alá! Alá é grande! ...Tum... Tum... Tum-Tum-Tum-Tum-Tum-Tum-Tum-Tum... ... - Acertaram duas de nós! Lá no chão... Alá! Oh, Alá! Alá! Proteja-nos Alá! - O sangue... o sangue... - Oh Alá! O que eles fizeram? Oh Alá... Na grande sala, álcool, um impune, algumas impúberes e um conivente. Ou: - Cadê a outra garrafa de uísque? Você quer, por acaso, deixar minhas convidadas de garganta seca? - Claro que não. Já vou buscar, doutor. É que aquela morena mais magrinha estava chorando e eu fiquei tentando acalmá-la... - Traga a garrafa de uísque e mande essa moreninha vir até aqui. (...) - Qual a sua graça filha? - ... - Pode falar, ninguém vai fazer nenhuma maldade com você e com suas amigas. Qual o seu nome? - Adriana. - Que nome bonito. Quer um gole de uísque? - ... - Beba, vai se sentir melhor depois que beber um pouco. (...) - Adriana, tire a blusa... - Já disse para tirar a roupa, sua piranha! Toma pra aprender a me obedecer, sua vagabundinha! (...) - Doutor, calma, vai matar a menina deste jeito! É só uma criança, já chega doutor! Pare de bater na menina, por favor... (...) - Feche a porta e saia daqui, só volte quando eu mandar! Ah, mais uma coisinha: se me interromper mais uma vez, juro que tiro seus filhos do colégio particular e demito você e sua esposa... Agora vá! Se ligarem pro meu gabinete diga que estou em uma reunião muito importante! As opiniões no fórum do Bar |
InterNerd, Brasil, 2 de maio de 2008
Editado por Giovani Iemini