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Décima Segunda Rodada |
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Il Bar del Crocevia de Alberto Sughi |
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Rodadas Passadas |
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Por Zé Ronaldo |
| Os escritores da comunidade entraram em polvorosa ao saberem da
notícia: todos seriam contemplados com a publicação de um livro. No
ato, mais de oitenta por cento dos participantes pararam de escrever. As opiniões no fórum do Bar |
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Por Anderson H |
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Valtinho tinha jeito pra coisa. Era tudo no binômio: uma esquerda federal - uma direita de responsa; fôlego de sobra - coragem no teto. Sabadão, noite quente-favela fervendo. Nós dois no balcão do bar analisando o sobe-desce: um olho no gato - outro no peixe. Só cerveja - bomberinho (pinga - groselha). - Truta, aí, quem é o mané de azul? - Sei não, Valtinho. Ele tá na dele e nós na nossa. Mais cerveja-bomberinho... - Ei trouxa, qual é a parada? Sem resposta. - Qual é trouxa, fala não?! - Deixa o cara, Valtinho! Nada ver cê arruma treta essas horas, no meio do movimento. Valtinho grudou no sujeito, caiu pra fora do bar e foi uma trocação de soco daquelas! O mané enfileirou uma seqüência na altura do abdômen e o Valtinho ganhou o chão de joelhos. O sujeito-atrevido sumiu morro abaixo. - E aí truta?! Hahahahahaha Ta caindo fácil assim, é?! Quando se levantou a camisa estava empapada de sangue. Uma faca-curta, ponta-serrada, matadeira...ele sabia... - Não me deixa morrer, meu irmão! Pelo amor de Deus, não me deixa morrer assim! Nunca mais vi o mané na área... Valtinho só nos pesadelos... |
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| Venéreo |
| Por Muryel de Zoppa |
| Da roda, era ele o que comia todas, sobretudo as que não convinham. A turma de amigos, um bando de desocupados que nutriam de um senso de humor inconteste. Em sua lápide, ao lado da devida biografia, lê-se pichado 'Aqui jaz Pac Man'. |
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Por Robertón Hefler |
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... Cansam-me os poemas, são repetitivos, limitam-se nas rimas, pelas métricas, em seu próprio mundo. Sofrem com amores efêmeros, com desamores, com paixões dilacerantes e enquanto todos transpiram, os poetas inspiram-se dos odores naturalmente fétidos do corpo... Poesia é a razão que se apaixonou pelo tudo ou pelo nada, é como se cruxificassem a argumentação, é congelar o sentimento da emoção mais íntima, estravasando-a nas micro-ondas do poeta... Poetar é como doutrinar a palavra com ritmos e rituais, é como ordenhar um dicionário em busca da exatidão mais ampla, e, num instante seguinte, libertá-las na contextualização do leitor. Os poetas, sempre tão cuidadosos em seus parâmetros, sonham, sofrem e amam com tal intensidade que amam e sofrem e sonham simultaneamente, são escravos da liberdade matemática, tradutores das emoções, desbravadores do óbvio, precursores do caos ordenado, sensíveis insanos, zeladores da paixão... E despejo minha inveja cronicamente... ... |
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InterNerd, 20 de novembro de 2007
Editado por Giovani Iemini