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Décima Rodada |
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Souvenir de Dix Otto |
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Rodadas Passadas |
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Por Sirlei L. Passolongo e Ivone F. Santos |
Por Augusto Santiago |
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Disfarço |
Devaneios sobre a Divindade I |
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Por Paulo F |
Por Flavia Valente |
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Dos trôços empedrados que deixaste |
Num país muito distante |
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Por Paulinho Bonfim |
| Meu pai tinha vontade de tudo. Vontade de
parar de beber, de parar de fumar, de ser rico, de beijar
a Tereza, uma negrinha nossa vizinha que fingia ser a
melhor amiga de minha mãe. Pois ela ajudava a cuidar de
meu pai. Certa vez após um flagrante ato de beijo, ela tentou cuidar de mim também para que eu não revelasse o grande segredo. Mas eu tive medo e fugi. Mesmo assim, meu pai me deu uma pipa colorida. Certa vez ele me disse que seu maior sonho era me fazer doutor e me casar com a Ritinha, uma negrinha bonitinha de pele cinza, filha de Tereza a amante de meu pai. Faziamos o mesmo ano escolar, na mesma sala de aula. Não nos falávamos e raramente nos olhávamos. Parece que a vontade de beijar a vizinha, meu pai sempre realizou. Mas a vontade de parar de beber ou de fumar era para ele um pouco difícil. Ele sempre dizia que iria apenas tomar mais uma dose e depois pararia. Mas como a primeira dose era o suficiente para fazê-lo não parar de prometer, ele prometia várias vezes ao dia, e várias vezes ao dia tomava a última dose. Com o cigarro fora a mesma coisa, pois era difícil beber e não fumar. Quanto a vontade de ficar rico era quase impossível, pois sempre que ele fazia uma fezinha na loteria esportiva, esquecia o canhoto no bolso da calça que minha mãe descuidada como sempre, acabava lavando e desintegrando o papelzinho da sorte sem antes conferi-lo. Se alguma vez ele acertou os treze pontos jamais soubemos. Meu pai morreu aos quarenta anos, com vontade de parar de beber, com vontade de parar de fumar, com vontade de enriquecer e com vontade de dar o último beijo na Tereza, uma negrinha nossa vizinha, que fingia ser a melhor amiga de minha mãe e que se afastou ao vê-lo magro, escarrando sangue, deitado em uma cama sobre um colchão recheado de capim, agonizando e me fazendo prometer realizar sua vontade tornando-me doutor e casando-me com a Ritinha, uma negrinha bonitinha de pele cinza, filha de Tereza ex-amante de meu pai. As opiniões no fórum do Bar |
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Por Ze Ronaldo |
| Certa vez, a balança da Justiça,
correta, ponderada, sisuda, hermeticamente fechada em
seus artigos, parágrafos, caputs, incisos, alíneas e
ordenamentos jurídicos, depara-se, numa de suas folgas
do serviço público, com uma gangorra simplória, destas
desbotadas, carcomidas pelo efeito repetitivo de várias
chuvas e vários sóis e pelo uso diário de diárias
crianças a praticarem o lúdico exercício de subirem e
descerem diariamente. Como quem não quisesse nada, a gangorra oferta um sorriso meio sem graça, mas repleto de afeto. Um singelo e amistoso ato de aproximação. A balança fita-a, friamente, apenas analisando. Resolve, então, o brinquedo falar: — Bom dia colega, como vai? — indaga a gangorra mais para puxar conversa. — Por ventura a conheço? — retorquiu a balança, opulenta em empáfia própria dos anais. — Tencionas obter algo de mim? — Perdão. Não queria causar nenhum incômodo. — desculpa-se a gangorra que, experiente na vida, sabia quebrar muito gelo de menino birrento. — Só estava desejosa de prosear, uma vez que descendemos do mesmo eixo de equilíbrio. — Alto lá! Como assim descendemos do mesmo eixo? Nem ex tunc, nem ex nunc! Uma ova que o é!!! — vocifera a balança como se estivesse em plena sessão do júri. — Só podes ser, prezada, absolutamente incapaz a ponto de proferir tal sentença. Puro disparate! Em que embasamento jurídico, em que analogia, em que julgado do STF fulcras tua ação? — Ué?! Com base em nossa própria existência de instabilidade! Ora pendendo para uns, ora para outros. — explana a gangorra que, muito serena, fala à balança como se a conhecesse há muito tempo. — Pois... se engana! Não tens como ser minha semelhante. És pueril, passional e alienável ao passo que eu, envolta pela fumaça do bom direito e tendo o suporte da Norma Hipotética Fundamental, sou centrada e erga omnis! — discursa a balança, cheia de retórica numa ascese assumptiva ao paraíso dos jargões jurídicos. — Acho que se encontra equivocada, minha amiga. — diz a gangorra. — Tens se banhado muito à luz do direito e só enxergas agora a alegoria da caverna. O mundo é regido por ambas as forças: a da gangorra e a da balança. Ambas partem do mesmo princípio físico. A vida não é um Caso dos Exploradores de Cavernas com julgamento preestabelecido pelas normas. Às vezes, foge-se às regras. — Creio não estar compreendendo a colega, mutatis mutandis, poderia ser mais clara? — indaga por auxílio a balança. — Já te observaste? Já paraste para analisar sua função? — questiona a gangorra. — Ora defende, ora acusa. Uns ganham causas, outros perdem. Não há meio termo. És tão passional quanto eu! Igualzinha a mim. Alguns estarão por cima, outros por baixo. Não há espaço para empate. Somos mediadoras. — Creio que ainda não entendi a nobre colega... — É fácil, — explica a gangorra — no transitar em julgado da sentença é assim: enquanto uns americanos atiçam os cães em iraquianos nus e desarmados, outros iraquianos degolam americanos amarrados e indefesos. — E quem ganha? — pergunta a balança. — A Barbárie. — responde a gangorra. — E quem perde? — nova pergunta. — A Humanidade. — nova resposta. |
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| Véio, vc começou no bde
como um fake um tanto irascível. como aconteceu sua
chegada aqui, o que mudou e o que vc deseja com a
literatura? (Giovani Iemini) |
Véio - Interessante. Lembro que você circulava na "Velho Safado" chamando o pessoal pra vir pro Bar. Na época (mai/06) não contava nem com 60 membros. Nessas passagens você irritava o mundo fake pois nos criticava e muito. Então era estranho o sentimento que nutria por você e se por uma lado via em tu o cara "crica" por outro te percebia num idealista tentando levar essa comuna (que já tinha quase 1 ano)pra frente. E aquilo fascinou e, foi assim que entrei aqui ( como o Kiki) e coloquei lenha na fogueira e xinguei todo mundo. Falava que eram uns metidos, ególatras, narcisistas e coisa e taus. Esse era o estilo na Velho Safado; o do enfrentamento. Não que tenha que a comuna tenha ido de vento em popa por causa disso, claro que não, mas foi também parte do processo dela. Literatura? Ah! eu não quero nada dela e acho que se um dia fosse pra escrever e viver dela, com certeza, viveria na miséria. Não gosto de compromissos e as duras penas já cumpro com o blog do Bar. Acho que velho que se deu bem com isso (por causa das circunstâncias de um novo mundo livre) foi o Bukowski e não o Véio China. Portanto, literatura para mim é só a que leio e respeito aqui no Bar e nada mais que isso. **Ah, sim! Não esqueçam do revisor para dar um jeito nas coisas que escrevo. Como? Qual o da minha preferência? HUmmm, por ordem de preferência: liz ou o barba. hehehehe |
| Fugindo da literatura. Cite aí teus queridos na música, na pintura e no cinema. (Anderson H) |
Véio - Bom. Na década de 70 descobri que me tornei dono do mundo Antes dissso, 68 ou 69, eu já desconfiava. E vindo dessa época, impossível nao curtir os caras mais geniais que o mundo rock produziu: King Crimsom, Led Zeppelin, Genesis, Jethro Tull, Pink Floyd, Stones (em parte) Deep Purple, Black Babbath e o meu favorito; The Who. Da nova geração adoro os pesados, mas maneiros; Maiden, Manowar, Judas Priest, Scorpions, Accept e o lendário AC\DC ( o maior show de rock que já presenciei) Sobre os filmes, sempre gostei do cinema de Kubric, Walter Will, Wenders (Paris Texas, memorável) Scorsese, Tarantino e os cambaus. O filme que mais me marcou foi "Laranja Mecânica! mesmo com as tarjinhas negras tapando os cacetas, peitos e bundas dos protagonistas. Dos novos, sem dúvidas; Pulp Fiction heheehe. Atores; De Niro, Al Pacino, Nicolson Pintura; Sei lá! acho uma loucura algumas figuras, riscos, montanhas e bundas valerem até ou mais que 100 milhões de dolares. Táquespariu! Acho que Van Gogh nos chamaria de loucos. hehehehe. |
| Véio, por que usar um fake e não sua identidade
real? É uma forma de proteger sua privacidade? (Marco Ermida Martire) |
Véio - Hehehe. Essa estória de fake é engraçada. Nem é o caso de proteger alguma coisa já que tanto os encontros da Velho Safado e principalmente do Bar foram recheados de fotos. Hoje não é mais novidade pra ninguém em quem seria o Véio China. Estive pensando nisso outro dia e descobri que talvez o China seja o alter-ego e ele me dá a liberdade que o meu perfil normal (que já tive e deletei) não me daria. Sabe por que? Porque além de tudo acredito que somos um pouco "atores" ( fake ou real) e então aproveito o China e vôo com ele. Talvez ele seja quem eu gostaria de ser, ou não, não sei. Bão, mas também não vou pra nenhum divã por causa disso já que não acredito nele (divã) e muito menos no dono do consultório. hehehe |
| Seguinte, comoo vc é um "star" aqui no
botequim, queria saber da literatura: influências e os
autores que merecem ser lidos e os que devem ser
ignorados... ficanapaz ! (Cristiano Deveras) |
Véio - hehehe. Minha mãe tinha essas coleções, então li todos esses romancistas nacionais e famosos e me lembro especialmente de "O cortiço do Aluisio Azevedo" Estava com 12 pra 13 anos, aí li uma tal de Adelaide carraro e o livro era eu e o governador e lembro que fiquei excitado com ele. Bom, depois disso perdi o contato com a literatura já que eu tinha algo que não me deixava pensar nela (uma deliciosa namorada). Voltei a pensar em literatura logo após a 1a sepração e eu estava com 33 e um tanto puto na vida. Um dia, meu primo chegou e me deu; Misto Quente do Bukowski. Cara foi foda! Dalí pra frente me interessei por todo esse pessoal maldito: Buk, Celine, Fante, Kerouac, Kafka, Hewingway, Burroughs e coisas do gênero. Em termos nacionais, Pessoa é imbatível. Universal, ah, sou apaixonado pelo dirt old man, mas o melhor escritor, sem dúvida nenhuma; Celine |
| Véio, já era sua fã, descobri que poderemos ouvir
muita música juntos, gosto de tudo que você citou! A pergunta é sobre a escrita feminina, você acha que ela existe mesmo? Que a mulher escreve diferente do homem? Porque acha que historicamente as mulheres se destacam menos(em menor número) na literatura que os homens? Gosta de alguma escritora em especial? Se sim, qual? (Pagu) |
Véio - Pagu, o mundo ainda é machista. É estranho isso e o homem pode até ficar excitado com alguma leitura feminina dentro desse campo contextualizadfo entre o erótico, sensual e pornográfico, mas, na verdade não é ela que vai fazer a sua cabeça. Na minha opinião por um motivo simples. O homem não se gosta de se ver racionalizado na visão de uma mulher. Parece até uma questão de "corporativismo" Há um certo preconceito nisso? Claro que há. Como havia falado anteriormente, a primeira escritpora que li e me excitei foi a Adelaide carraro naquele livro que ela conta o seu caso com o governador de Sampa até então. |
| Até que ponto a interação com o povo do BDE
influenciou -eventualmente- a tua escrita? (membro não identificado) |
Véio - Bão. Estranho mas...nunca levei a sério essa coisa de escrever. E pra mim eu nem escrevo e não me vejo tendo qualquer pretensão literária. Então até começar a postar como o véio china eu só havia escrito um pequeno romance (que tenho os originais até hoje) na épocxa que havia me separado (86) e por influências claras do Bukowski. Esses dias eu estava lendo e pensei: um buk de 5a categoria. Mas, mesmo assim tem coisas legais ali e acho que ainda vou mexer nisso. Fora isso, havia parado de escrever e só voltei a exercitar a imaginação aqui no Bar e então aqui estou escrevendo as minhas merdas. Sobre as influências do Bar são nítidas. E acho que aqui exercitei me livrar um pouco do Buk apesar de haver ainda muitas semelhanças. Lendo o Lameque, o Cruz, o Quimas, o Zé e uma porrada de outros é que fui exercitando e saindo da seara do velho safado. Lembro que o Giogio entrou no meu bolog e disse; Livre-se do Buk e eu fiquei contente pois havia escrito um conto imaginando extamente como ele o faria. Sinal que houve semelhança. Me realizei. hehehe |
| Véio, já que estamos falando de alter-egos, de fake
para fake: Qual a origem do codinome “Veio China”?
Algo em especial? (Lameque) |
Véio - hehehe. Sempre as influências, meu caro Lameleque. Na verdade o nome inicial do China era Henry Chinaski. Aí, na velho safado começaram me chamar de véio por causa da foto de Buk (que não era essa). Numa noite tava lendo a resposta de um tópico e a pessoa falou ; Então, véio chinaski ....... Aquilo na hora me deu o estalo. Véio Chinaski..hummm Véio China. Gostei e assumi. E isso nada tem a ver com um velho chinês! (como muitos pensam)hehehe |
| Qual a diferença entre o Kiki e o Véio China? (Glauber) |
Véio - hahahaha ( kiki) hehehehe (Véio China) Brincando, Glauber. Bom, o Kiki entrou aqui mais para agitar porque notava que os tópicos aqui, quando muito tinham 7 ou 8 comentários. Entã fez uim rebuliço, xingou foi xingado e coisa e taus. Lembro que a 1a vez que postei como Kiki caí de pau em cima do Manu, do Bruno e do Emerson Ricardo. Todo mundo caiu de pau em cima do Kiki e a Maria José Limeira veio me socorrer e falou: Ara! o rapaz tá certo e tem o direito de sua opinião. (Grande Zezé, te adoro!) Já o Véio China eu entrei pensando em escrever. Mas mesmo assim escrevi uma 1a estória; "Hank no divã de analista" uns gostaram, outros não, então parei.(tenho certeza que você opinou nesse) Só depois de 2 ou 3 meses é que comecei escrever, aí sim pra valer. |
É verdade, olha aqui só por curiosidade: |
| Véio, como já foi notado aqui, sua personalidade
teve uma mudança bastante significativa desde a sua
entrada aqui no bar até agora. Bem, naquele tempo, você
imaginava que estaríamos onde estamos agora? Não apenas
o crescimento numérico, que isso é o de menos, mas sim
em criar laços de amizade entre os membros e encontros
pelos bares para encher a cara? (André Espínola) |
Véio - Bom. Sempre acreditei no potencial do bar, mesmo que aqui só estivessem aqueles 60 membros. Quando entrei como Kiki eu queria ver isso progredir. Na época lia coisas que gostava (Barbara, Zezé, e alguns e outros) Aí chegou a Me e os seus erotismos e me interessei mais. Agora, essa coisa dos encontros é inerente a curiosidade do ser humano. E quando você dá um abraço apertado naquele cara que você vê escrever e admira, e aí o toca, sente a voz, o sorriso, então você pensa: Puts. valeu à pena! |
| Em algum momento vc já pensou em sair do BDE? Beijos, sou sua fã (Elaine Carvalho) |
Véio - Já houve um momento sim. Inclusive fiz um tpc crítica e falei que tava saindo. Mesmo que virtualmente ( e principalmente por isso) é que devemos ter cuidado com as relações. O meio é egolatra e narcisista e não há como negar e eu não vou mudar isso e, talvez, até participe dele. Então o legal é chegar num determinado horário e de cabeça fria refletir; Ih! que besteira! e daí retomar novamente o convívio. Aqui é um desafio afinal, criticar e ser criticado sem que deixemos que isso passe para o campo "pessoal" não é uma tarefa fácil. Mas, pelo que tenho visto, estamos nos saindo bem. |
| Véio sempre leio seus contos e noto uma imaginação muito "fértil" gostaria de saber como você cria esas histórias, de onde vc tira inspiração: fatos vividos? Fatos observados? Pura imaginaçao?? (Renan Conceição Mangassú) |
Véio - Mangassu. Pra te falar a verdade, não sei se eu conseguiria escrever um romance (já escrevi um pequeno, mas de nenhum valor literário) porque não consigo me imaginar brigando comigo pela sua continuidade. Então, talvez por isso estou acostumando-me aos contos relativamente curtos. Nunca tenho nada em mente, sento aqui, me pergunto sobre o que vou escrever e a resposta vindo, começo e só paro qdo termino. Ah! sou apressado e quero me livrar rápido da cria, como se eu fosse uma cachorra vadia, atônita e solitária, não vendo a hora de expelir os seus filhotes. E também nao tenho a menor paciência pra revisões ortográficas (como todos podem notar) hehehe. |
| Véio, tuas marcas registradas o "sifudê",
"difudê" e "taquipariu" nasceram de
onde? (membro não identificado) |
Véio - hehehehe! Bem! respeito o direito autoral. O sifudê não é meu. Foi la na comuna do Velho Safado onde que vi esse termo pela 1a vez e achei genial a junção numa única palavra. Hehehehe! Como sou criativo pacas, daí pro difudê, foi um pulinho.(hehehe véio babaca, sô!) |
| Véio, O que vemos de vc aqui é uma pessoa participativa, noturna, que geralmente entra de madrugada ou pela manhã bem cedo, um cara que dizia não ser escritor, mas já ficou provado que escreve como ninguém. Uma pessoa que deixou o fake pra lá e mostrou a cara, o nome (Eduardo) e até RG, telefone,etc... Então, sabendo disso tudo peço: Fale um pouco sobre vc, profissão, rotina, dia a dia, sonhos realizados ou não. Conte um pouco sobre o Eduardo, pode ser? E agora que se vê ESCRITOR, faz planos sobre isso? Pretende lançar livro? (membro não identificado) |
Véio - Bem, Me. Daí talvez a minha opção maior por me tornar um fake já que deletei o perfil normal. Tenho filhos, netos, afinal sou maomenu velho (54). Tenho casamentos, relacionamentos (sempre) e hábitos notívagos. Já transitei no mercado imobiliário, hoteleiro, mas me tornei um vagabundo profissional. Nas madrugas, (sempre com os meus bloods}, fico um pouco aqui, um pouco com meus contatos (msn) e com a minha consciência. Sobre ser escritor, sei que não sou e nem tenho pretensões alguma. Escrevo porque gosto e quando a coisa assume ares de compromisso, "amarelo" Nesse mês que passou me xinguei, já que era dia de postrar no Bar e esqueci e ainda por cima tinha o nanobar. Bom, peguei no blog algo que já houvera escrito e postei no Bar e pro Nanobar bolei algo na hora. Agora; se um dia chegar um maluco e falar: China vamos botar tudo isso que escreveu, num papel, aí sim é bem provável que eu aceite. Mas, sinceramente, pretensões? nenhuma! |
| Véio, então, o que é ser escritor, pra vc? (membro não identificado) |
Véio - Ser escritor é tal qual ser jogador de futebol, dono de botequim ou qualquer outra profissão. Ser escritor é tentar viver da sua escrita, pagar suas contas e alguns dos seus sonhos de consumo. Tudo gira fundamentalmente através do dinheiro. Então é essa preocupação que não tenho. Aliás, tenho sim, mas nao quanto em me tornar um escritor. Acho que ser escritor é viver de literatura, é respirar literatura e eu não a respiro. Estava pensando nisso outro dia e talvez se fosse mais jovem, me interessaria mais. |
| Amigo, Véio, nano, micro, cuspe-narrativas, ou o nomeie como quiser, ocorre que há uma necessidade, não só no Bar mas no que se produz hoje em literatura (vide o manifeto de Gio à respeito de uma escrita de lap top's, rápida, espasmática), de se produzir textos de forma suscinta onde forma e conteúdo se mesclem, dialogando densidade e conscisão, e reproduzindo o máximo do mundo com o mínimo possível. Como um dos representantes desta vereda, que pensa a respeito desta vertente literária? (Muryel De Zoppa) |
Véio - Muryel. Eu acho ótimos esses novos experimentos. Outro dia fiquei imaginando alguma coisa nesse sentido. Imaginei se fosse na época dos nossos escritores passados e famosos e se eles lessem coisas como de um Celine, Buk, Fante e outros e com a linguagem que é destilada por eles. Acho que eles achariam uma loucura e um descabimento literário. Nós temos essas vantagens que eles nao tiveram e que nós também nao havaremos de ter completo. Nós lemos os antigos e gostamos, como lemos todos os contemporâneos e gostamos também. Então eu acho que é isso. E tudo que se introduz na literatura deve ser visto com bons olhos. É certo que daqui cincoenta anos vão ser muito mais privilegiados que nós, já que haverão novas técnicas, novos conceitos. E Eles admirarão tudo, toda essa tendência de somatórias, inclusive das que não teremos oportunidade de ver. |
| Véio, durante os poucos meses em que acompanho seus
trabalhos literários, não pude deixar de perceber uma
certa mudança estilístico-temática. Considero sua
vertente cômica a melhor e mais refinada. Afinal, Véio, qual a razão da inserção de uma escrita, digamos, introspectiva-melancólica-meditabunda em seus textos? (membro não identificado) |
Véio - hehehe; Li alguma coisa e faz tempo. Como não tenho qualquer consciência espiritualista não persisti. Sobre essa coisa da nostalgia talvez se dê pelo motivo de nao ter dado valor no seu devido tempo. De ter-se permitido ter muito e aproveitar quase nada. Então as vezes quando escrevo e relembro algo do passado me resgato um pouco mais. Hoje mesmo, lembrei-me dos bailes de formatura e postei um poema (se é que pode ser chamado de poema) hehe. As vezes me questiono e sei que meu tempo está correndo e as vezes não me perdôo por ser tão incrédulo. E talvez escrevendo eu consiga ou tente resgatar alguma coisa que ficou lá atrás. (ai, ai quando começar falar das minhas mulheres.hehe) |
| Véio, crê ser possível viver de escrita aqui no nosso país... Digo, pois de música já é fodíssimo, e se ter um livro publicado e conseguir boas vendagens, tendo em vista a divulgação, distribuição, suponho ser bem complicado. Você escreve apenas contos, poesias e nanos, ou possui um romance, que porventura tenha sido enviado à alguma editora, ou não? (Marcus Gonzallez) |
Véio - Gonzalles. Não, não tenho nada publicado. Comecei a escrever depois que entrei aqui no Bar. Fora isso fiz uma tentativa (pós separação) e escrevi um pequeno romance, mas nada que tenha lá grande valor literário. Eu nunca tive pretensão nenhuma em termos de literatura. Agora, aqui eu gosto de escrever. É meio estranho né? Alguém que gosta de escrever e nao se interessa por literatura. Aliás, literatura pra mim são os meus velhos livros empoeirados (faz tempo que nao os vejo) e fundamentalmente o Bar do Escritor. Um cara assim almeja algo? Acho que não. Esse é o Véio China pelo seu criador. |
| Véio, vc se tornou uma figura carismática,
assim o considero. Vc entende que isso ajuda para formar
leitores? Vc escreve para seus leitores ou para vc? Mais,
as pessoas ainda confunder os textos com o autor? Existe
esse lance de ter que ser original e oq é ser original
na literatura? Existe uma nova "geração" de
escritores, e se existe, vc gosta de algum? abração (membro não identificado) |
Véio - Wiskow. Sabe que eu fico impressionado. E a gente nao tem dimensão do quanto agradamos ou não. Por exemplo: eu não sei se existem as mesmas dúvidas com respeito a vocês. As vezes eu penso: pô, mas será que gostaram ou é o instinto da camaradagem que prevalece? E isso soa estranho pois se todos pensarem assim, você, o Lameque, Cruz, Quimas, Sacerdote, Zé entre outros (que se dedicam aos contos), vão chegar na mesma conclusão e o que é falso. Com raríssimas exceções, o que leio aqui são coisas fantásticas e que eu adoraria encontrar esse material publicado em livros. Acho que somos pródigos em desconfiar de nós e da nossa capacidade. Sobre essa coisa do personagem Véio China, fico espantado com a empatia que ele causa às pessoas. Por exemplo; Henry Chinaski é o carro chefe do alter-ego do Buk, mas quando nos referimos à sua obra nunca falamos em Chinaski, falamos em Bukowski. Então eu não saberia avaliar essa questão. Será que a pessoa física, com nome, fotos e coisa e taus causaria a mesma empatia que o "personagem" Véio China? Realmente, não sei dizer. Buk veio antes dos seus personagens. No meu caso, o China precedeu ao autor. Se houvesse essa inversão não sei como seria a aceitação. Sobre autores da nova safra nem sei o que te falar. Aqui mesmo já confessei não viver literatura salvo àquela vinda do Bar do Escritor. |
| vc já é aposentado,ou ainda tem que sair pra
trabalhar , e não vai as vezes pq fica no bar? (membro não identificado) |
Véio - Hehehe! As vezes me aposento de mim. Não, não sou não. Faltam uns bons anos e acho que não conseguirei. Nem tudo é possível nessa vida! Em todo caso fica aqui uma questão para o meu subconsciente: o Bar me torna um vagabundo ou sou um vagabundo por causa do Bar? hehehe. Já desisti dos analistas, lembra? hehehe. |
Você acha mesmo que a literatura marginal é aquilo que você escreve? Ou se não acha, pelo menos um dia tentou escrever assim? Existe literatura marginal de boa qualidade, mas existe aquelas que dispensam até a leitura! Até os melhores marginais literários tem uma boa base. Lima Barreto era marginal, mas de uma escrita impecável. Vejo você recusando praticamente toda crítica construtiva que não seja de seu gosto. Não acha que um texto para ser bom, tem que ter além de uma boa escrita, uma boa gramática ou uma boa forma? [Barba Uonderias] |
Véio - Barba. Vamos lá: Não classifico o que escrevo, portanto, marginal ou não, rotulem vocês. Literatura de boa qualidade e gramaticalmente correta? Vejamos; se dependesse da sua opinião não teríamos publicados alguns dos excepcionais escritores. Não foram poucos os que sofreram correções em seus textos. Alguns chamam esse cargo de revisor literário, outros talvez dêem outro nome, não sei. São uns caras que sacam tudo sobre a gramática e a lingua portuguêsa. Já deve ter ouvido falar, acredito. Será mesmo que abrimos mão de alguém que tenha razoável percepção e criatividade, só pelo fato dos seus textos passarem por alguma revisão? Ou preferimos alguém que, provido da correção gramatical só consiga produzir textos que nos causem mais tédio do que já á a nossa vida? Aquilo que me causará bocejo percebo na segunda linha, então desisto. Acho que nos dias de hoje querer atrelar a validadade da literatura às pessoas afeitas à correição gramatical é no mínimo, infantilidade. O escritor pensa e desenvolve, o revisor analisa e corrige. Coisas bem distintas e que se complementam, não? Agora, por outro lado (já havia dito antes) o meio literário é egocêntrico. E assim sendo, nem no Bar do Escritor ou em qualquer comunidade estaremos livres dos que se passam por crítico, mas cujo intuíto específico é a pilheria ou desdém para com aquilo que a sua capacidade não produziu. Geralmente, ególatras são invejosos e, eu sei reconhecer um quando bato o olho (naquilo que posta). Acho que toda pessoa que respeita o outro tem o pleno direito de criticar e até apontar os erros, mas desde a faça de forma a não pretender chamar atenção para si mais que do que o próprio texto. Aqui é uma comunidade literária e assim estamos sujeitos a tudo. Vejo com bons olhos os que avaliam e depois apontam o que lhes pareceu discordante, nao vejo problema e nem importo com isso. |
| véio, se você fosse um lápis de cor, qual cor você
seria? e outra coisa: o que você prefere ser quando crescer: astronauta, jogador de futebol ou ator de filme pornô? (membro não identificado) |
Véio - hehehe. Bem, grande gênio sem genialidade, se fosse um lápis de cor, quem sabe um rosa-choque, nénão? Cor bunitnha essa, né! hehehe. Astronauta? Não! minha cabeça não entraria naquela porra de escafandro espacial. Jogador de futebol? Muito menos! Sou daqueles de perder penalti com o gol vazio. Ator de filme pornô? Ah! esse eu queria! Mas, sei não! elas não quereriam; não aguentariam o tranco. hehehe. O próximooooooooo! |
| Véio. De onde vem essa predileção por bloody mary? É dos contos e poemas sangrentos que vemos por aqui? (Ruy) |
Véio - hehehe. Essa história do Bloodmary é curiosa e remonta la pro fim de 70. Eu estava na casa de um primo meu e estávamos sós. E la no quarto dele o som rolava solto e a gente curtia do Lp "The Lamb Lies Down on Broadway" do Genesis. Ele tinha uma aparelhagem potentíssima da Gradiente e aquelas caixas enoremes então as vidraças vibravam. Puts! e ele bebia pra cacete e as poucas latinhas já tinham ido. Estávamos com quase nenhuma grana e entao fomos numa dega que havia na Tobias Barreto e lá estavam em promoção com uma dessas vódkas ordinárias. Legaus, Compramos uma garrafa e um de suco de tomate. Caracas, Ruy! Acabamos com a garrfa fazendo os bloods e o som aumentado consideravelmente ao ponto de incomodar os vizinhos. Hahaha. A campainha tocando e nós morrrendo de rir dos caras que. invocados. apertavam em desespero a sonora campainha. E a potência do som era tão insana que praticamente só víamos as expressões de nossas bocas gargalhando, uma espécie de mímica. Inesquecível essa história do 1o blood. Em se comparando com o meu blood, os vermelhos dos sangues derrados por aqui em contos e poesias são tão bons ou melhores que aquele ingerido em minha bebida. hehehe. |
| Véio Querido. Não é justo te colocar na parede aqui. Afinal, tudo o que eu queria saber foi perguntado e respondido, rs. O resto é convivência. Vim só te prestigiar. Você merece. quem é sua musa, ahahahahaha brincadeira...ETA (membro não identificado) |
Véio - hehehe. ETA também, Barbara! É, Nunca pensei que viveria pra dizer isso. Minha musa é virtual e vive a milhares de kms daqui. Virtualidade que esporadicamente se transforma em realidade. É foda! As não virtuais são umas delícias, mas não são musas. (sou quase...fiel) hehehe. |
| veio, te conheci na Beat Generations, depois na Beat
Brasil e te segui pro BDE. Sempre gostei das tuas sacadas e do teu bate pronto em defesa de tuas coisas. Já andastes pela esquerda? E, o que ainda te deixa sentido, aquela coisa que te desmotiva? (membro não identificado) |
Véio - Eita, cumpadi Edson. Que legaus ouvir isso. Outro dia soube pela Flávia que eu poderia me considerar o padrinho dela e do Ossip, já que ela diz estar aqui no Bar por haver me seguido desde a Velho Safado.hehehe. Sobre aquilo que me desmotivava (agora nao mais) é a política. "Não mais" porque cheguei à conclusão que são tão escrotos que não valem a porra do papel higiênico com o qual eu limpo o rabo. À nível de relacionamento o que mais me desanima é a inveja. Acho que é um sentimento até mais prejudicial que o da falsidade. |
| Você tem dinheiro pra ter uma amante exigente? (membro não identificado) |
Véio - Táquespariu, Fru-Fru. Entramos numa contra-mão irreversível. Estou à procura de alguém dotada de um rabo fenomenal, tipo o da boa e velha Rita Cadillac ou da Carla Peres (pode ser burrinha igual, sem problemas) mas que tenha dinheiro suficiente pra me comprar vódkas russas (legítimas). Tô de saco cheio da Sputnik. Sifudê, viu! |
| Veio China lendo sua entrevista, noto que o amigo não
tem pretensões literárias assim como eu. Escreve assim
como eu, apenas por diversão e prazer. Aqui nesta
comunidade, notamos em muitas escritas, de jovens e
adultos que querem se tornar escritores, com obras
publicadas e ter seu reconhecimento na área. Qual o
conselho que você daria aos mesmos em sua visão, já
que o amigo é uma pessoa resolvida, relativamente bem
sucedida e bem vivida? (membro não identificado) |
Véio - Fernando. Não sou expert pra dar esse tipo de sugestão. Claro que, tanto eu quanto você nao vivemos essa expectiva de se tornar escritor já que pra nós o escrever é acima de tudo um divertimento, um exercício e desafio pra nossa imaginação. Agora, tem que ser realista sempre e esses garotos que escrevem bem (e aqui tem muitos) e que tem intenção de se tornar um escritor, é importante que tenha em vista que nesse mercado nem sempre os melhores são comtemplados e a proporção de ser publicado deve ser bem superior de uma chance em mil. (salvo possa bancar sua própria publicação) Tem tanta merda jogadas nas prateleiras das livrarias, tantos best-sellers nacionais sem que a leitura tenha qualquer interesse, que a gente fica até revoltado "Porra! esse cara que não escreve porra nenhuma vendeu mais de não sei quantos milhões de livros?" Mas, é assim que funciona e não há muita lógica nesse mercado. Evidente que o conselho é o super lugar comum do "Não desista!" mas, não há outra coisa pra incentivar que nao seja essa. |
| porque vc prefere usar um avatar/fake?..rs(responda
se achar que deve..ok) E como vc analisa o bar dos ultimos meses? ou seja, depois que diminuiram os ataques com palavrões..rs? outra! Gosto muito de você! ok! (membro não identificado) |
Véio - Sirlei. Essa questão fake é até engraçada. À princípio nao existia o Véio China e ele antes de se tornar um personagem era nada mais nada menos que o avatar de um "imenso" cacete; uma réplica de um pênis com mais de metro e meio de altura, que um cara em posição deitada colocava em cima de si (talvez fosse isopor, nao sei) Fiz isso pra ir encher o saco de uns fakes que andaram barbarizando um outro personagem fake que eu tinha (Bukbuk...que está lá esquecido). Depois que acabou essa amolação por parte dessa comuna fake, resolvi criar o Véio (nem era o China ainda. Era o Henry Chinaski) e o criei mas com um outro avatar. Depois mudei de nome e de avatar e aí sim surgiu o Véio China.(acho que foi lá pra agosto/2006) Sobre essa questão do Bar é uma questão curiosa. Até pouco tempo aqui era tipo uma associação de amiguinhos ególatras e narcisistas. E na contra-mao, e na medida que foi surgindo gente boa, passamos a ser mais profissionais quanto críticos e escritores. Resumindo, quem já escrevia bem está escrevendo muito melhor já que estamos nos lendo mais e com a leitura conseguimos evoluir a nós mesmos. E essa questão de uma única postagem dia (que eu nao acreditavqa que desse certo) também peneirou muita coisa e consequentemente o nível melhorou. Antes você postava 5 ou mais e não se importava com a qualidade. Hoje é diferente, Como você tem uma só, procura postar o seu melhor texto. Egolatria ainda existe por aqui? Sim, ainda existe, mas melhorou muito em comparação há algum tempo atrás. |
| Véio China meu ídolo mais recente! Admiro a tua
versatilidade, identifico-me com seu tempo, afinal somos
quase contemporâneos... Gostaria de saber até onde vai
a tua auto-censura e se vc é assim tão irreverente na
dia-a-dia? Abraços meu amigo (membro não identificado) |
Véio - Roberton. É até meio engraçado isso. Talvez nos encontros esperassem que um véio maluco aparecesse de fitinha na cabeça e mandando todo mundo tomar no cu ou sifudê. Evidente que o China é um personagem e o que nao quer dizer que ele nao habite dentro de mim ou eu dentro dele. Acho sim que exista um Véio China meio enrustido aqui dentro, porém, um China que na real é incapaz de mandar alguém sifudê ou tomar no cu. Só em casos extremados. Quanto a ser liberal, sou extremamente liberal e não me conformo com aquela história da foto do Emanuel ( de um cara cagando) até hoje. hehehehe! |
| Essa foto foi de um péssimo gosto Véio China. Adoro brincar, rir e viver em paz com todos, mas brincadeiras e excentricidades têm limites Véio (Fernando A) |
| HAHAHA achou que ia escapar de mim é? Véio: você já se casou? tem filhos? eita que por essa v não esperava heinm? bjos I LOVE YOU!!! (membro não identificado) |
Véio - Julita. O véio já casou sim. Mas, seu desempenho está muito longe ao da Gretchen já que foram duas vezes. Filhos nos dois casamentos e netos que estão um tanto longe. Já amasiei também, É um saco! Talvez minha vida toda tenha sido passada agarrado numa barra de saias. hehehe. Mas, parece que aprendi. (ou não..;nunca se sabe) hehehehe. |
| oi Véio, simmmmmm! a pergunta de MJ é muito
pertinente hehehe! e todos estamos querendo saber... Minha pergunta: Em seus contos, os personagens são criados e as histórias são de ficção ou vc aproveita experiências vividas e as transporta para o conto? (Valéria Brasil Callegari) |
Véio - Valéria. Quanto ao que escrevo acredito que por vezes deixo algumas pistas de veracidade em alguns deles. Por vezes mesclo ficção & realidade, em outras, só a realidade mesmo. Mas, claro, a grande maioria dos contos é ficcional. |
| Relate-nos a sua primeira vez... HAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAU pS: ISSO É SÉRIO!!!!!!! UAHUAHUAHUAHUAHAHAUHAU (membro não identificado) |
Véio - Perrone. Lembro sim. Foi em Sampa e eu estava com 15 anos. Na época, meu pai moarava num qto e sala na Sta Efigênnia. Eu estava naquela fase de curtir os lances de bailinhos, luzes negras e de tomar bombeirinho (pinga com groselha) Eu havia me amarrado numa garota da turminha e ela já estava com quase 18. A mãe dessa garota era um enfermeira e pelo que me lembre, passava mais o seu tempo em camas de médicos do que curando pacientes e, era muito comum vermos carros diferentes deixando a mãe da garota na esquina da sua casa. (não deixavam na porta, não). Então numa dessas tão corriqueiras ausência da mamãe enfermeira arrastei essa menina pro tal apezinho no centro de Sampa já que meu pai (todo fim de semana) viajava pra namorar uma dona numa cidade do interior e me deixava com a chave. Cara, sei lá, foi legaus mas lembro que uma coisa me tirou o tesão; um avantajado furo na parte traseira da sua calcinha. Sei lá! Sempre delirei com essa coisa da estética e não há nada que seja tão bonito quanto uma mulher num belo e sensual conjunto de lingerie. E fora isso, eu também não sacava porra nenhuma e a garota , se sacava, nao quis me ensinar. Ficou meio parecido com aqueles lances dos coelhos, meio rapidinho. Foi grande coisa não. hehehe |
| Minhas considerações finais poderiam ser muitas,
mas vou me concentrar numa só. Lennon estava errado e o sonho ainda não acabou. hehehehe. |
| http://veiochina.blogspot.com/ |
| A entrevista no bar
|
InterNerd, 26 de outubro de 2007
Editado por Giovani Iemini