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| O Bar - Como surgiu
o personagem ME MORTE? como foi a escolha do
nome? o que a autora espera com este pseudônimo?
para quê serve (para manter intacto o alter-ego
ou para aumentar o interesse)? Eu sempre fiz
poemas, mas de estilo romântico e sociais.Divulgava
na net e na minha cidade. Participei de concursos
e antologias. Um dia conheci a morte de perto, um
acidente na família onde várias pessoas
morreram. Passei então para uma fase meia tétrica.
Só saiam poemas sobre morte. Comecei a divulgar
e criei um fake para isso. Eu não me escondia
totalmente e começaram a surgir adeptos. Fui
batizada por eles de "Noiva da Morte".
Achei infantil, mas aceitei. Criei o nome Me para
suavisar a expressão MORTE. Descobri que muita
gente curte os poemas nesse estilo. Criei o Vale
das Sombras e ele cresceu rapidamente. Só que,
comecei a ter problemas com os fakes. Um
descobriu onde eu morava e foi inconveniente,
outro meu telefone e tive que trocar o número.
Por isso tirei todas os dados que me
identificavam e investi no mistério. A fase gótica
passou e veio a libidinosa. Essa ficou até hoje.Tudo
isso rolou em dois anos, mais ou menos.
Desse pseudônimo eu espero algo mais que fama,
espero DINDIN, se Deus olhar por mim. Eu ainda
aposto na Me para me dar bem literariamente, pois
hoje em dia, se não se apela para algo
diferente, somos só mais um.
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| O Bar- O que você acha da atual safra de
escritores brasileiros? Quais os teus preferidos? ´Você
é adepta de alguma escola literária?
Eu adoro novos escritores, curto tdo que eles
tem a oferecer e mesmo Paulo Coelho eu li tudo já,
apesar de achar medíocre. Eu prefiro os novos,
sou contestadora, odeio o grupinho dos
tradicionais escritores nos currículos das
escolas. Não quer dizer que não goste de
Machado de Assis, Érico Veríssimo e outros,
adoro, mas não consigo aceitar esse catálogo
que criaram para ensinar os jovens. Eu não esqueço
nunca uma aula de sociologia que tive, onde a
professora tirou a gente da sala e levou para um
campo de futebol. Ali ficamos durante 2 horas e
foi onde mais aprendi. Prefiro a leitura
desconhecida da mídia.Tenho meus preferidos
entre os conhecidos, claro, Bocage, Pessoa, Vinícius,
Nilo, Goulart, Florbela Espanca, Sade, adoro ler
Sade pois ele me ensina muito, "o que não
fazer na cama" aprendi com ele,rsss.Eu não
gosto de Nelson Rodrigues, eca, acho ele machista
demais; sou apaixonada por Monteiro Lobato. Mas o
que mais gosto é de ler os do Orkut, contos do
Cris, irreverencia da Alessandra, Wilson e, a
despeito de ser puxa saca ou não, TODOS do Mão
Branca.
Eu já tive escola literária, era adepta do
Romantismo, 1822, incorporava todos da época.
Agora me permito ousar, gosto de tudo um pouco.
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| O Bar - Como e quando foi seu primeiro
contato com a Literatura? Como você descobriu
sua veia poética? Ainda guarda seu primeiro
escrito? Eu não guardo meus primeiros
escritos, era muito nova, perdi tdo. Eu tinha
seis anos quando fiz meu primeiro poema, tinha um
caderno que usava para escrever e dizia que era
meu livro publicado, nem sabia o que era isso.
Desde que me entendo por gente, dizia que seria
escritora, além de médica cardiologista. Médica
não deu pra ser, muito caro, mas, escritora
estava nas minhas possibilidades. Não digo que
acho que escrevo bem, não, eu sempre admirei 50
por cento do que escrevia, hoje em dia, talvez,
uns 80. Sou muito crítica comigo mesma, faço
muita besteira, muita. Não tenho ninguém com
veia literária na família, sou a ovelha negra.
Tive em casa sindicalista, vereador, mecânico e
advogado. A única que tem a cabeça nas nuvens
sou eu. Minhas origens estão no Rio Grande do
Sul. De lá trouxe o amor pelas coisas que gosto,
um amor quase fanático, como o INTER, que
aprendi a defender. O que adubou meu sonho de ser
escritora foram as escolas gauchas, lá eles
ensinam muito, totalmente diferente de outros
lugares. Eu sou péssima em gramática, mas por
pura preguiça, prefiro a literatura, não gosto
de regras, rimas, métrica. Se eu rimo é pura
inspiração, não fico construindo cada frase em
prol da anterior.
Porra! Quando vão me perguntar sobre sacanagem?
Tá muito sério,rss. (brincadeirinha).
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O Bar - Quando vc fez a sua primeira boquete?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Exagerado hein! Quando decidi gozar de outras
maneiras que não a tradicional ora, não sei
quando foi. Mas rendeu um belo poema:
Sonhos se perdem
Se a imaginação os espera...
Um alvo na cama, estirado,
Um teto solar entraberto,
Refletindo indícios claros
De que vai amanhecer!
E o corpo nu apagado
Cobre os olhos desnudos,
Dos pelos a um desejo absurdo
De absorver, tomar, comer,
Antes que a conciencia retorne...
Beijos ressequidos, breves,
Dos pés à cabeça, uma sede louca
Tomando o que a mim foi ofertado
Por te ver ali, adormecido
Para meu gozo e meu prazer!
Sugo mil cálices em teu contorno
E enquanto não te seco total
E depravadamente, não largo.
Sem deixar vestígios, serro de vez
Os lábios,numa insensatez...
Tomei tua essência, roubei-te
E de tuas forças alimentei-me
Caiu prostrado nos panos brancos
Enquanto fuji de volta à vida
Na espera de teus agrados
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O Bar - Existem diferencas flagrantes na
literatura de ambos os sexos?
Se existem, quais são elas na tua opinião?
Eu acredito que a maneira da mulher sentir seja
diferente, então, daí surgem as diferenças,
mas cada pessoa é de um modo. Se eu fosse
generalizar, diria que a mulher é mais coração
e o homem mais cérebro. Eu costumo dizer que a
literatura feminina permite mais a fantasia, pois
ela é ousada, vai até onde sua vontade alcança.
O homem é mais chão. A partir daí, penso que,
se sou romântica, meus escritos serão
sentimentais em exagero, se sou depravada,
maliciosos em exagero. A mulher sai de seus
limites. Eu gosto de ser assim.
Sou mulher. Minha mente é extremamente feminina.
Esse depravamento das escritas, esse jeito
arrojada, todo ele é feminino. Odeio cantadas, não
gosto de transar por transar. Para que eu vá
para a cama com alguém tenho que ter um mínimo
de envolvimento. Isso já me condena o sexo frágil.
Apenas me permito fazer o que gosto na cama, com
quem gosto e espero de meu parceiro o mesmo. Meu
sonho em criança era ser puta. Não o fui por
que as putas não podem escolher seus homens, eu
jamais treparia com qualquer um, só com quem
escolho e sou exigente,rssss.
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O Bar - Me,você cumpre um rotina diária
para escrever suas coisas?
Não, odeio rotina. Eu escrevo em qualquer hora,
qualquer lugar. Acordo várias vezes no meio da
noite quando estou inspirada. Os bolsos andam
cheios de papéis no trabalho (escrevo escondido).
Eu escrevo mais do que bebo água. Faço muita
besteira, depois retiro o que presta.
O Bar - Como você consegue ter uma participação
tão efetiva no orkut?
Minha participação efetiva no Orkut é porque
trabalho 24h por dia em frente ao PC. No local de
trabalho, meu serviço envolve internet, por isso
fica fácil de olhar o Bar e tantas comunidades
onde sou ativa. Em casa faço trabalho de digitação
para defender uma grana, pois sou a "cabeça"
da família, daí fica fácil cuidar de meus
blogs/comus/etc...
O Bar - Existe uma outra escritora por trás da
Me, com um trabalho literário, digamos, "paralelo"
ao do fake?
Existe sim, claro. A Me existe só a dois anos. A
dona do personagem há muito mais. Como Me eu não
tenho nada publicado. Com meu nome tenho várias
publicações em Antologias. Já fiz trabalhos em
jornais e rádio (minha voz é linda,rsss). Não
publiquei meu livro ainda, mas pretendo para esse
ano. Ainda não decidi se como Me Morte ou "EU",
isso vai depender de um patrocínio que nem
possuo ainda, to batalhando.
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O Bar - É senso comum, que há escritores
que nunca interpretaram nada, bem como, o de que
há atores que nada escreveram... Vc,
especificamente, por ser diametralmente diferente
da tua personagem, me faz crer na tua perícia
nestas duas Artes...
Como "rola" na tua cabeça , a
possibilidade de, um dia, interpretar a
personagem ME?
Vc considera que "esgotou" as
possibilidades da ME transmutar-se numa
personagem? Ou ainda... Como vc considera possível
introduzir o universo Gótico, na literatura
perene e geral?
O Bar - Muito escritores ganham o desejo de
escrever através do estilo gótico, muito
relacionado principalmente a uma fase na adolescência.
Época essa em que devoramos as traduções de
Byron, os contos na taverna e toda literatura
apresentada pela escola.
Ainda existe espaço para a poesia gótica? Claro
que não tratamos de um ultra-romantismo, mas de
uma remodelação na sua estética.
Qual a cara do gótico moderno? Como a poesia gótica
pode enveredar por novos caminhos e se
redescobrir?
Eu não sou muito diferente da Me, pode apostar.
A minha vida é que é diferente do universo da
Me. O pensamento da Me Morte, a libidinagem, as
tendências para o tétrico, a sêde de poetar a
morte, tudo isso é fato de minha personalidade,
apenas guardo aqui dentro. A gente tem que
aprender a conviver com o "normal", se
nos damos ao luxo de sermos nós mesmos, chocamos.
Eu admiro muito Sade por isso. Apesar de não
concordar com sua tendência sexual, admiro a
coragem com que trouxe essa sua performance a público.
Eu sou na vida real somente 50 por cento do que
sou aqui dentro. Sade ousou ser os seus 100 por
cento. Foi um gênio.
As possibilidades dentro do universo Me Morte são
infinitas. Cada dia eu me deparo com uma nova
forma de dizer, escrever, participar, eu creio
que o campo não tem limites, apenas a dona
talvez um dia diga o Stop, é difícil conciliar
as consequêcias da Me na vida real. Tem dias que
esqueço do outro lado e fico presa nesse perfil,
isso não pode acontecer.
Repito, não sou gótica, sou uma pessoa que
aprendeu a poetar a morte, tive que aprender na
marra pois, se não o fizesse enlouqueceria. Um
dia eu escrevi um poema dizendo que tinha muitos
corpos ao meu lado. Choquei meio mundo, recebi
emails de malucos falando coisas absurdas, nem
procurei saber da veracidade, se eram loucos ou
idiotas.Apenas colhia as consequencias de um
poema que escrevi. Eu tinha realmente muitos
corpos ao meu lado, mas numa situação real, só
que acharam que eu era uma doida, uma adepta de
seitas ou sei lá o que.Esse tipo de rótulo é
ruim. Nunca assumi ser gótica, mas sempre fui
rotulada. Passei então a dizer na minha
biografia "poeta gótica". Se era assim
que me viam, foda-se o resto.Se esse meu estilo
for considerado gótico, bom, que bom que
contribui de alguma forma, mas foi impensado.
Eu conheço essa fase da adolescência onde tudo
é motivo de contestação, o modo de vestir, a
maneira de falar, onde se tenta chocar os mais
velhos. Eu tenho a comunidade Vale das Sombras
com mais de mil membros. Lá 80 por cento dos
membros são adolescentes nessa fase. São jovens
que tem seus momentos de tristeza, que curtem
rock , que falam de morte como que toma sorvete
na esquina. 50 por cento tem em torno dos doze
anos de idade. Lá eu mostro uma Me mais gótica
do que libidinosa. Recebo mails todos os dias,
tenho fã clube. Eu criei uma certa
responsabilidade que as vezes me incomoda. Um dia
uma menina me escreveu dizendo que ia se matar.
Até eu descobrir se era verdade ou não foram
horas de agonia. Consegui telefone, liguei,
falei, fiquei brava, cheguei até a falar com os
pais. Era alarme falso, tinha brigado com o
namorado e disse que queria cortar os pulsos para
sentir o gosto que eu tanto falava nos poemas.
Nunca falei de suicidio, mas passei isso a ela
sem querer.Eu não tive essa fase, mas ela existe
e com grande força, principalmente no orkut.
A cara do gótico moderno é uma coisa totalmente
diversa do que faço. Eu apenas brinco com o
goticismo. Uso de bom humor para descrever o
mundo gótico, longe de ser o real dele.Como
introduzir o goticismo na literatura atual? Só
dando oportunidade, abrindo os olhos para o novo,
tirando os preconceitos, assim, não só o gótico,
mas todos os estilos terão oportunidade. A
poesia gótica tende a se redescobrir por si só,
basta ser olhada com outros olhos por todos.
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O Bar - As letras da Me Morte são totalmente
experiências de um "eu-lírico" imaginário
ou tem algo autobiográfio da mulher por trás da
máscara?
As letras de Me Morte tem tudo da dona. Na parte
"tétrica", são consequências de uma
revolta sobre a vida e a morte. De qualquer
forma, é uma maneira de contestar o que vi ou
vivi. Tenho um poema que descreve isso, fala de
como sou nesse lado gótico "Ser poeta é
ver rosas onde só existem cadáveres". É
isso, depende de quem lê para interpretar o que
eu sentia na hora.
No lado libidinoso é como eu sou na essência. Não
quer dizer que vivi tudo no sexo, não, talvez o
que eu tenha como meta de vida com relação ao
sexo. De qualquer forma, é como vejo o sexo e
como penso que deva ser um relacionamento sexual.
Eu não saio pregando minhas verdades, mas nos
poemas me permito ser eu mesma.de qualquer forma
eu jamais digo o que não sinto.Mas não ouso
isso na vida real, um Sade já foi demais, eu não
teria essa coragem,rsss
O Bar - Acredita que grandes poetas tramam as
poesias antes de colocá-las no papel? Escuto
muito dos acadêmicos que ideologia, métrica,
rima, forma, conteúdo, ligação com o meio ou não,
e tantas outras coisas mais aparecem antes mesmo
do poeta escrever.
Acredita nessa verdade acadêmica?
Poetas existem de todas as formas. Os que constróem
e os que simplesmente escrevem a base de inspiração.
Eu não construo jamais.Já fiz no passado, não
mais. Eu sento e escrevo. Não me preocupo com
rimas. No final do poema, olho e altero se achar
que tem algo sobrando, algo muito meloso, muito
ruim. Eu me preocupo com a beleza e não faço
ligação disso com a métrica. Não critico quem
faz, tenho lindos sonetos na memória e grandes
escritores que fazem assim. Acho que é uma questão
de estilo e todos são válidos, basta ser bem
feito.
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O Bar - Me, você diz que teve que aprender
na marra a poetar a morte. Você acha que isso
pode ser consequência ou algum trauma do
acidente ocorrido, como mencionou?
A arte de escrever permite que nos exponhamos bem
mais do que o poderíamos expor na vida real,
bastando para isso, um pseudônimo. Assim, na
vida real você se considera uma pessoa feliz ou
triste?
Estamos sempre nos evoluindo seja nas letras,
profissionalmente ou em qualquer situação. Qual
é a tendência de seus próximos estilos literários?
Trauma a gente tem na hora. Eu tinha uma família
que de um dia para outro diminuiu em 4 pessoas.
Eu passei alguns meses sem escrever nada, isso
foi trauma. Eu tive que reaprender a fazer poemas
normais e até conseguir, fiz o que meu coração
mandou. Eu sou uma pessoa batalhadora, jamais
desistiria do sonho de ser escritora, muito menos
da vida, nunca, então eu defino minha fase gótica
como um período de readaptação. Tive que me
enfrentar para voltar a escrever. Mas não sou
traumatizada, nada disso, sou muito feliz. Hoje
eu me vejo bem mais madura e consciente do que
quero. E também, gosto do resultado que essa
experiência de vida me deu. Hoje eu amo meus
escritos, antes não. A tendência de meus próximos
estilos literários só Deus sabe,rss. Eu jamais
havia imaginado esse GOTICISMO forçado para
minha vida, então, futuro, não sei nada sobre
ele.
O Bar - Me, sinto que ainda há muito a se
descobrir de você. Conheço fora dessa veia erótica
uma Me amiga, ou melhor explicando uma mulher
amiga, pronta pra servir, que tem compaixão.
Essa mulher escreve poemas sobre esse lado, ou
nega essa parte em "Me"? Porque um
faque e não você de verdade? O que teme dizer
fora do fake?
O meu eu verdadeiro escreveu bem mais que a Me.
Tenho por volta de trezentas poesias, na maioria
medíocres, bobas, sem sal.O que eu considero de
boa são as sociais, fiz muitas. O que resultou a
partir da Me foi qualidade, apurei meu estilo. O
que a Me me deu foi reconhecimento, auto estima,
os poemas da Me são feitos de sangue, de
sentimento a flôr da pele. Eu dou valor nisso. Não
posso simplesmemnte assumir com meu eu verdadeiro
e pronto. Eu aprendi a duras penas que, tenho que
me virar sozinha, descobri que a Me me rendeu em
dois anos o que eu não consegui a vida toda. Não
falo de dinheiro, falo de qualidade, aprendizagem.
Mas pensando em dinheiro e futuro, que depende só
de mim, o mistério vai continuar. Eu fiz curso
de marketing em um de meus empregos e aprendi
que, o mistério, quando bem utilizado, faz a
diferença, atrai, estimula, VENDE. Eu não sou
nada. Se um dia eu conseguir algo de grande com a
Me, aí sim, assumo ela de vez. Por enquanto só
registrei ela no BN e estou na batalha.
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O Bar - fora a tua poesação erótica, tua
contação de contos bem posta. é. gosta
desgosta de que mais? pinturas. hã. música da
qual. gosta d'algum animal?
Tirando literatura eu gosto de música e filmes
de vampiros, já assisti quase todos, antigos e
novos. Na música meu gosto é bem diversificado,
curto desde nacionais (José Ramalho, Fagner,
Cazuza, Barão, Titãs, Engenheiros, os mineiros
do Clube da Esquina, Vinícius, Kiko Zambianki,
Paralamas,Charlie B.Jr, etc...), a black in music
(2Pac, Snoop Doog, etc...). Gosto também dos
Mamonas Assassinas e de música clássica,rsss.
Adoro pintura, vivo procurando telas na net, sou
obsecada em aprender, mas até agora não tive
tempo de investir nisso, nem sei se tenho dom ou
se é só curiosidade.
Adoro animais. Tenho 4 cachorros, 1 gato e tive
um ramster ( não sei se é assim que escreve)
mas meu cachorro comeu.
Não gosto:PEDÓFILOS (tenho pavor, se pudesse
exterminava com todos da face da Terra).
O Bar - Hahahahaha, não deu pra resistir. Seu cão
comeu o Hamster? Triste mas engraçado. Hahahahah.
-Pára de rir porra!
Eu cuidava permanentemente do gato e quem comeu
foi o cão. Isso é triste porra! Mas pode rir.
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O Bar - Lembro que quando chegou aqui a
poesia erótica ainda não estava consolidada no
seu estilo, pelo menos muitas vezes ela ainda não
atingia a expectativa que nós leitores tínhamos
de um poema sensual.
Mas com o trabalho e lapidação você
desenvolveu muito seu estilo. Você acha que o
Bar foi fundamental para isso? Como o Bar ajudou
você nesse amadurecimento literário?
O Bar foi fundamental sim, evolui a partir de
duros comentários. Eu sempre fui uma pessoa
aberta a críticas, sempre mudo um poema se achar
que foi construtiva a dica. Eu mudava muitas
vezes até atingir o ponto ideal. Mas, quando
entrei aqui estava já no caminho do erotismo,
faltava só a lapidação, essa devo ao Bar. Também,
sempre fui uma pessoa pesquisadora, sempre
procurei nas bibliotecas e na net respostas para
tudo, através dos grandes escritores. Nos contos
eu era leiga. Tinha vontade e inspiração, mas
saiam muito rebuscados, cheios de coisas supérfluas,
uma leitura cansativa. Não sabia desenvolver um
conto. Quando conheci o site do Mão, comecei a
imitá-lo na sequencia das histórias. Ainda era
pouco e como estávamos consolidando uma amizade,
me aproveitei dele,rss. O Mão foi fundamental na
minha evolução em contos. Esses eu assumo, não
sabia como fazer, aprendi a partir dele. Hoje eu
faço contos criativos e jamais posto sem que ele
tenha lido. Outro dia fiz um em homenagem ao seu
aniversário e não podia enviá-lo para que
corrigisse ou estragaria a surpresa. Fiquei meia
insegura e abusei da boa vontade da Alessandra,
foi quem corrigiu. Mas, segundo ela, eu não tive
erros, um ou dois no máximo e isso me
surpreendeu.
O Bar foi uma escola, assumo, quem sabe não seja
futuramente escola literária de muitas outras
pessoas? Eu acredito nisso.
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O Bar - sua criatividade é inquestionável!
no seu processo criativo, como surge a idéia? vc
matuta as coisas ou elas vêm duma vez?
Eu tenho uma personalidade muito sacana. Não sei
se já perceberam minha predileção por sacanear
os personagens masculinos em meus textos. Eu sou
uma pessoa piadista, adoro chocar com finais que
ferrem ou que gerem risos. Esse é um fato
marcante em minha personalidade que transporto
para meus contos. A inspiração surge do nada,
talvez incentivada por essa sêde de criar algo
engraçado. Um exemplo disso é o conto de seu
aniversário. Eu tinha que fazer algo que te
desse prazer em ler e ao mesmo tempo fosse sacana.
Se eu penso dessa forma as idéias fluem. Nem
preciso de papel. Eu tenho certa facilidade para
escrever desde que me conheço por gente. Um fato
que talvez seja surpresa é que 70 por cento dos
poemas que postei no Bar foram feitos no próprio
tópico. Eu gosto assim, quase não uso o Word(
por isso te dou tanto trabalho nas correções,rss).
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| O Bar agradece à Me a disposição em ser
entrevistada e à elucidação de todas as dúvidas.
Agora a poderosa Me Morte está mais fácil para
todos. |
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