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NanoContos |
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Rodadas Passadas |
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Por Carlos Cruz |
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| Olhou o bebê através do
vidro - uma criança linda. Sua esposa dormia no quarto
ao lado. Uma enfermeira deu-lhe parabéns. Fôra uma
decisão difícil, tomada após o resultado do
espermograma. Ligou para seu amigo Ricardo, o pai: "Traz
o charuto. Acabou de nascer." As opiniões no fórum do Bar |
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Por Me Morte |
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| Se ao conhecê-la, nos anos 60, tivesse se imaginado ali, num tribunal, brigando por ninharias, certamente teria virado a esquina em sentido contrário. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Por Marco Ermida Martire, Me Morte e Giovani Iemini |
| O mais famoso micro-conto do mundo foi de
Augusto Monterroso: “Quando acordou, o dinossauro
ainda estava lá”. Ele se tornou um ícone no
assunto.
A primeira coisa que vemos no nanoconto (sim, menor que o micro-conto) é sua ligação estreita com a internet. Surge da imperiosa necessidade de ler e escrever e, por isso, deve ser considerado irmão de outros tipos literários. Nasce com uma forma exótica que aguça os olhos. O leitor ávido saboreia vários nanocontos em poucos minutos, de acordo com a disposição de tempo diante do microcomputador. Ele serve à leitura no mundo contemporâneo e talvez seja a expressão escrita de um tempo que virá. O nano tem que ser despojado. O autor depara-se com uma escolha fundamental no ato de criação: deve decidir com quais elementos vai trabalhar. Se usará o humor ou não; se precisará de uma boa história breve; se fará uma narração completa com começo, meio e fim; ou se abdicará da descrição elaborada sem perder o sentido. Enfim, o nano não possui o tempo do leitor para todos os elementos de outros tipos literários. Sua história se faz das partes que ele sugere pelo caminho, pois o que o nano abandona é, precisamente, o que define a maestria de seu autor. Considera-se um nanoconto uma boa história com um mínimo de palavras. Outro aspecto que impressiona no nano advém dessa necessidade de despojamento. A melhor compreensão do texto quase sempre depende de uma mínima frase ou palavra, uma chave que abre todo o sentido da historinha. Fica nítido que a comunhão entre autor e leitor precisa ser total, sob pena de perder-se todo o sentido e provar-se de uma sensação de ignorância abissal. O autor de nanos é, portanto, em síntese, um oportunista, ao fazer uso dos signos do momento ou da História. Percebe-se daí que o leitor de nanos precisa de uma boa cultura geral. Sem ela, restarão sempre lacunas de conhecimento, nichos onde o bom nano poderia produzir efeitos. O livro Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século, organizado pelo escritor Marcelino Freire, mostra rápidas “sacadas” de poucas linhas que ajudam a entender este novo tipo literário. Assim é o nanoconto. Uma experiência literária, curiosa e criativa, capaz de emoções verdadeiras, em busca de seu público cativo. Um estilo único e indiscutivelmente moderno, prático e completo ao que se propõe: difundir fantasia em curto prazo. Que tenha vida longa! |
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InterNerd, 01 de outubro de 2007
Editado por Me Morte e Marco Martire