Uma coisa que detesto é falta de paciência.

Em qualquer lugar, se vier neguim ou neguinha apressadinhos, logo verão meu corpanzil (hoje menor) ou minha carangona em sua frente, atravancando o caminho, só de sacanagem, para atrasar o xarope e irritá-lo ainda mais. Atenção, apressadinhos! Por mais que vocês se achem com razão em tentar entrar na minha frente, pensem na seguinte frase: foda-se! Não vai entrar e pronto! Não porque eu tenha pressa, mas só pelo prazer em te atrasar. Se pedir “leçença”, pode entrar todo mundo, mas se vier de “entrão”, ai tem problema. Olha o corpanzil. Tá com pressa, toma chá de lesma! Hahahaha.

Outra coisa que detesto é gente sem noção.

Sabem o Joselito? Ele mesmo! Para os velhos que não assistem MTV, explico: sem noção é quando tem três pessoas e três sanduíches e um mané come dois sanduíches, sem pensar nos outros. Ou qualquer outra ação sem pensar no próximo. O pior é que nem nota. Se você der bronca, ele pede sentidas desculpas, pois não percebeu a bobagem que fez. A grande maioria das pessoas vai aprendendo com o tempo e as broncas que vai tomando, mas outras nunca levam esporro por isso pois são tão simpáticas que ninguém têm coragem de repreendê-las. E essas se tornam os Joselitos tipo extra. Sem noção mas muito queridos. Putz.

Uma coisa que adoro é ler os quadrinhos do jornal.

Adoro quadrinhos! Tenho mais de mil gibis. Tudo empacotado. Minha mulher odeia aquelas caixas. Bem, todo dia leio os quadrinhos do jornal. Algumas vezes de manhã, outras em diferentes horários. Acho o Fernando Gonsales um gênio. O Angeli e o Laerte são gênios menores. Tô acompanhando agora a Graúna do Henfil (um copyright para Ivan Consenza). As cusparadas nos mandacarus, as últimas resistências da caatinga. Muito engraçado. O melhor de tudo é que olho os quadrinhos dos jornais desde antes de aprender a ler e até hoje comento com meu pai as desventuras dos personagens. – Você viu a Graúna hoje?- perguntou meu pai aqui em na minha casa. – Claro. Hoje o mandacaru cuspiu de volta no bode Orelana-. A frase final da tira de jornal falamos em uníssono: Ainda há dignidade na miséria! E rimos como bobos!

fin

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