Uma coisa que eu gosto é de Inti.

Inti é o deus inca do sol, a maior divindade daquele povo.

Inti apareceu por aqui e deu um desconto nesse carnaval: choveu antes e depois da festa, mas durante fez o maior soléu! Passei os dias na piscina.

- Cara, tu tá mais preto que filho de café com escuridão.

Mesmo que o Inti nos sacaneie durante o resto do ano, pois marca as chuvas para os finais de semana e castiga os dias úteis com uma "lua de deserto", ainda assim foi bacana nesse carnaval. Afinal, o que há de bom num carnaval?.

- Foi bom! Enchi a cara todo dia. Acordei de ressaca todo dia. Será que foi bom? - Pensei. - Foi, foi bom! - Respondi a mim mesmo.

Uma coisa que não gosto é escola de samba.

Se samba fosse bom, não precisaria de escola. Alguém já viu alguma coisa boa ser ensinada na escola?

Mesmo numa escola de rock a coisa desgringola. Escola é a filial do inferno na Terra.

Nos desfiles na televisão fico pensando: - O que faz um ser humano usar uma sunga ridícula, um peixe na cabeça, todo pintado de purpurina, rebolar de um jeito esquisitíssimo ao som de uma música pobre e repetitiva? - Eu mesmo me respondo: - Aprendeu na escola de samba!

Escola de samba é o mal da sociedade contemporânea. Induz o sujeito a virar boiola, usar roupas de alta costura (que é tão ridículo quanto fantasia de carnaval), ter um péssimo gosto musical e ainda adorar tudo isso.

O pior de tudo, na ressaca de quarta-feira de cinzas, é ouvir: - Quem ganhou a primeira divisão das escolas do Rio?

fin

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