A ARMADILHA
Ele olha para os lados. Tudo pronto, beleza! Consulta o relógio e senta à mesa da cozinha. Ainda falta quase uma hora para ela chegar mas ele já aprontou toda casa. A armadilha está sendo estudada desde que seus pais o avisaram que iam viajar por um fim de semana. Quando ele obteve a confirmação de que o irmão menor iria junto, há dez dias, quase não se conteve e por pouco não deu um pulo no meio da sala socando o ar, estilo Pelé. Ficaria sozinho em casa. Finalmente teria chance de perder a famigerada virgindade. Homem já deveria nascer desvirginado. Mulher virgem é respeitável mas homem no mesmo estado é babaca. Augusto tratou de iniciar um romance com uma garota de não muito boa fama, no rol das bonitinhas da escola. Não foi muito difícil. Ele é um rapaz agradável e se aproximou da vítima de forma mansa, cordial. Rapidamente conquistou a confiança da presa. A menina, pelo que se sabe entre qualquer roda masculina, não é uma perversa porém se for bem cantada é só partir pro abraço. Augusto foi despretensioso durante os três primeiros dias de namoro. Virou Gus, que ele acha um apelido de boiola. Fez tudo que um bom namorado deve fazer. Andou de mãos dadas, beijou no rosto, abraçou na frente dos amigos, pagou o refrigerante, beijou na boca na frente das outras garotas e o principal, não tentou abraça-la pelas costas para ficar se esfregando. O que deixou Marina mais espantada entre todos estes gestos foi ele ter derramado uma lágrima, sensivelmente, quando disse que estava adorando ficar com ela. É claro que ela estava, nesta primeira semana de namoro, achando-se reciprocamente apaixonada por ele. É claro também que ele é um aplicado ator e suas lágrimas são de crocodilo. Literalmente. Completou a primeira parte do plano. Ele levanta da mesa e põe o strogonoff de champignot, que a mãe deixou, no forno de microondas. Um minuto e trinta e nove segundos. Anda pela cozinha e vai até a sala. Confere o aparelho de som e os CDs. Certo. Apaga os interruptores e vai até um abajur e o liga. Esta noite nada de muita luz, só penumbra que é mais sensual. Volta para a cozinha após escutar o beep do forno. Pega o prato e começa a comer. Tem que se alimentar para estar em forma esta noite. Enquanto vai garfando sua mente trabalha na lembrança dos preparativos. Na última aula antes do fim de semana prolongado em que a família do Augusto iria viajar, Marina quis saber sobre que programa eles iriam fazer no sábado à noite. Augusto deu uma porção de propostas. Entre um beijinho e um carinho ele se lembrou que seus pais iriam viajar e ele seria obrigado a ficar em casa, tomando conta. Que tristeza, já que ele queria tanto ficar com ela...Marina, num lampejo de sabedoria, disse que poderia ir para o apartamento do Augusto, assim ele cumpriria seus deveres paternos e eles ficariam juntos.- A gente pode assistir um filme, jogar um jogo, sei lá. Ele sabe muito bem o que irão fazer. Garota esperta! Concordou com a idéia de Marina e anotou mentalmente que a segunda parte do plano estava completa. Com o encontro marcado, Augusto foi imediatamente cuidar dos detalhes. Voltou para casa, almoçou, pegou umas coisas e saiu novamente. A primeira parada foi na farmácia. Camisinhas. Essencial acessório para um rapaz bem informado e com uma vida sexual ativa. Como este não é o caso de Augusto, pode ser também que a Mariana só aceite fazer sexo seguro. Pode também proteger o coitado de contatos físicos traumáticos se a parceira estiver mesnstruada. Ele pode, no final das contas, guardar o preservativo usado como recordação da primeira vez. Ele calculou comprar o dobro necessário para testar em casa e ganhar alguma prática na colocação da vestimentinha. Dentro da Farmácia, porém, Augusto não imaginou quão difícil seria fazer o pedido da borracha anatómica para a moça do caixa, que era jovem e loira. Ele circulou pela loja, leu rótulos de remédios ininteligíveis como Metazirinol de Agauperam ou Telemanafena Psediocromatérica, assobiou, recusou amostras grátis de sal de frutas, se pesou, arrumou os cabelos nos espelhos, até olhou os absorventes e não conseguiu criar a coragem necessária. Pensou em cancelar o programa e mandar tudo pro inferno, quando viu o enfermeiro chamando-o para perto do reservado de aplicar injeções. O amigável negão, sussurrou perguntando se ele queria camisinhas. Corando ate a palma dos pés ele disse sim. O enfermeiro salvador informou o preço da mais pedida, pegou o dinheiro, registrou no caixa eletrônico e voltou entregando o troco para o Augusto. Ele guardou tudo rapidamente na mochila, agradeceu e foi embora. Cara gente fina, pensou. Já quase livre na porta escutou o homem gritando. -Hei, garoto, você esqueceu de pegar as camisinhas.- Morto de vergonha, ele voltou para pegar o pacote. Não olhou para os lados ou para frente, mas tinha certeza que todos o encaravam e riam. Negão desgraçado, deve ter feito de propósito. Ele foi então para a lavanderia por quilo. Resolveu dar um trato em certas peças mas não poderia pedir para a mão fazê-lo senão ela desconfiaria. Lavou o seu cuecão de seda, os lençóis de seda de casal pertencentes à mãe, as meias de seda que usou no casamento da tia Felícia e o roupão de seda estilo inglês do pai. Claro que depois do fato consumado ele iria acender um cachimbo, colocar o roupão com sandálias e sentar-se-ia no sofá da sala para apreciar o ar noturno com narizes de homem. Só faltava aquele chapéu vermelho em forma de cone com um pompom pendurado e uma lareira. Passou o que deveria ser passado e antes de sair viu uma placa que dizia que ali fazia-se goma. Decidiu engomar a cueca para dar uma impressão nobre a esta desprezada peça do vestuário. Depois de tudo pronto, mesmo achando que a cueca estava meio dura parecendo cartolina, foi para a próxima fase dos preparativos. Assim que entrou na loja de bebidas percebeu que teria que disfarçar a tenra idade para poder comprar algo alcoólico. O velho dono tinha cara de fanático respeitador das leis. Com todo o seu vasto conhecimento vinificador, analisou cada amostra da prateleira. Leu os rótulos e vez por outra pedia para provar este ou aquele vinho. Colocava o líquido na boca e gargarejava. Depois cuspia, para raiva do dono loja. Augusto não tinha idéia do porquê se fazia aquilo, mas sabia que era assim que se achava o chamado bom vinho. Acabou levando o segundo mais barato pois o mais barato tinha cheiro de vinagre. Era um Liefraunmisch. Perguntou o nome do vinho. Perguntou de novo. Perguntou também a marca, textura e outras peculiaridades. Ficou repetindo baixinho para não esquecer e depois impressionar. Comprou também tabaco para o cachimbo. Foi para casa com a terceira parte do plano concluída. Durante o resto da sexta-feira e durante metade do sábado, ficou a imaginar como seria a tão esperada noite deflagratória. Por volta do meio-dia de sábado despediu-se dos pais e começou a arrumação da casa. Separou os CDs românticos dos moderninhos. Os que eram dos pais ou do irmão enfurnou no armário. Escondeu as fotos da família para a casa parecer mais impessoal para Mariana. Trancou a porta do quarto do irmão cheio de brinquedos e a do seu quarto cheio de pôsters de mulher pelada. Pôs as formas de gelo em forma de coração no congelador. Limpou o banheiro, no que consistiu simplesmente em tirar seu imundo short de futebol de cima da pia. Pegou as flores que tinha colhido no canteiro ao lado do seu prédio e trocou a água. A rosa que colocaria no lado dela na cama estava na geladeira para manter-se fresca. E assim foi passando a tarde e o nervosismo aumentando. Umas três horas antes do combinado ele foi tomar banho. Ficou uma hora no chuveiro, molhando a barriga e divagando... Acaba de comer o strogonoff e, somente de cueca de seda engomada, continua andando pela casa para ver se está tudo certo. Que nervosismo. Confere as horas. Caramba, ele ficou viajando e agora só faltam dez minutos para Mariana chegar. Põe os talheres e o prato na lava-louças e passa os olhos conferindo se a cozinha está legal. Augusto corre para o quarto de seus pais, que será seu daqui para frente. Pega a roupa em cima da cama e veste-se. Calça e camisa de linho e sapatos engraxados. Penteia os cabelos. Passa perfume. Pára de correr um pouco que está ficando suado. Ele olha-se no espelho para ver se a roupa está boa. Hum, ótimo, fino e informal. Põe a mão no queixo para pensar. Está mesmo tudo dentro dos conformes? Parece que sim. Espere um momento. Arranhando. A barba, ele esqueceu de fazer a barba. Todos sabem que mulher não gosta de homem com barba. Ele olha no relógio e acha que não vai dar tempo de seguir todo o ritual que exige uma boa barbeada. Pega o aparelho de barbear na pia do banheiro e, no seco, corta todos os três pêlos que existiam no seu queixo. Nada como uma cara limpa. Agora a colônia pós barba. Derrama o conteúdo do vidro nas mãos, olha-se no espelho, bate as mãos simultaneamente nos dois lados do rosto nas bochechas e não grita. Ele não raspou ali e detesta o filme Esqueceram de Mim. Agora é só esperar, pensa Augusto. A armadilha está toda engatilhada. Sentado no sofá, de pernas cruzadas, o futuro amante pensa em mais um detalhe. Ele esta sentindo vir uma vontadezinha de soltar um pumzinho. E se isto acontecer quando estiver com ela. Resolve fazer um cocô. Quando se levanta escuta o som da campainha. É a vítima. É agora. É hoje. Augusto alinha pela última vez o cabelo e olha a casa. Deixa a vontade pra lá. Abre a porta e joga um sorriso cortês para Mariana. Ela, sem muito entender todo aquele charme, beija o Gus e entra. Gus, ou melhor dizendo, Augusto, vê que sua vítima veio à vontade, ótimo. Vestidinho, fácil de tirar. Tem inicio a quarta fase da armadilha de sedução de Augusto. Eles vão para a sala e começam a conversar. Trocam umas intimidades recatadas. Ele vai até o aparelho de som e coloca o CD que tinha demoradamente escolhido para ser o primeiro. Mariana fala que adora esta música e ele diz ter sido uma escolha casual. Gentilmente, Augusto pergunta se ela gostaria de tomar um vinho. Sim, claro. Ele quer saber qual. Qualquer um. Augusto diz que tem um Liefraunmisch francês maravilhoso. Enquanto vai pegar a garrafa na geladeira recita tudo o que aprendeu sobre o vinho com o velho da loja. Trás também duas taças. Ele, galantemente, abre o vinho e serve as taças. Fazem um brinde e bebem com os braços enlaçados. Beijam-se. O ar esquenta. Augusto sua de tezão e tensão. A armadilha está indo bem demais. Ele estava até preparado para encontrar uma resistenciazinha. Desiste de se preocupar e convida-a para irem para o quarto que é mais...confortável. Ela aceita. Gol. Eles vão para o quarto sofregamente. Beijam-se perto da cama. Augusto, com os lábios colados aos de Mariana abre um olho e vislumbra a cama. Começa a ter alucinações, vendo um matadouro e a Mariana nua indo direto para ele. Escorrega a boca para os lados e inicia uma sucção úmida na orelha da, a esta altura, mulher amada. Abraçando e alisando ele sente que a vontadezinha está voltando. Aliás voltando bem rápido. Veio. E não está sozinha. Ele segura a mulher da sua vida pelos cabelos e aplica um beijo estalado na sua boca, dizendo para ela ficar à vontade que ele já volta. Voa para o banheiro mais próximo, que fica no próprio quarto. Rapidez é essencial neste momento. Tira as calças pensando que fez alguma coisa errada. Acha que o problema foi ter comido aquele strogonoff. Talvez. No instante que vai fazer força percebe o erro. Devia ter ido no outro banheiro, por que este é muito perto de onde esta a garota e se acontecer algum barulho ela vai escutar. O que fazer? Sabe que tem que pensar rápido senão já era. Pensa em apelar para o barulho de água do chuveiro. Não, ela vai sacar que ele ligou o chuveiro para disfarçar a cagada. O que fazer? Genialmente descobre. Começa a relaxar o esfíncter para deixar o produto sair. Grita de dentro do banheiro chamando a Mariana e pergunta, através da porta, se ela gosta de rock pauleira. Ela responde que sim, com voz de que não entende nada. Ele então pergunta se ela conhece tal música e começa a cantar e fazer os solos de guitarra e bateria simultaneamente com os barulhos do strogonoff saindo. Yeah, pum. Yeah, pum. A forçada final. Yeeaaahhh, pru. E aliviadamente se acalma, depois de tanta música pesada. Quase que instantaneamente percebe dois novos problemas. Um, o cheiro, mas isto é fácil de resolver pois tem perfume nas gavetas do banheiro e ele pode espalhar um pouco no ar. Dois, meu Deus, acabou o papel higiênico. Ele vai sair do banheiro e irá ficar nu para fazer amor. Se não tivesse que tirar a roupa dava para disfarçar, tentando se limpar com o papelão do rolo de papel. Mas além do trabalho não ficar bem feito, ainda arranha os fundilhos. O que fazer? Ele nem pode se lavar no chuveiro senão toda a encenação da música de rock não vai ter valido à pena. Ele olha para a pia e vê a torneira pingando. É lá mesmo. Augusto tira toda a roupa rapidamente e senta na pia de costas. Ajeita a torneira para ficar estrategicamente posicionada. Abre. Brrr, que frio desgraçado. A sensação também é péssima. Aquela cascata de água escorrendo logo ali. Bem, pelo menos ele conseguiu lavar o olho que nada vê. Sai da pia e fica em pé, peladão. Sente a retaguarda gelada e percebe que vai ter que enxugá-la. O que fazer? Talvez colocando a cueca, os pentelhos sequem, mas talvez também ela fique toda molhada, com aquela aparência de que o último pingo não foi no vaso. A toalha de rosto. Ele pega a toalhinha e no momento que vai passa-la entre suas outras bochechas, pára. Ele vislumbra uma cena em que Mariana, mais tarde, vai lavar-se no banheiro e pega a toalha para enxugar o rosto. Cai desmaiada com a catinga. Augusto guarda a toalhinha e decide apelar. O pano de chão. Ele pega, fecha os olhos e vapt. Enxuga a poupança inteira, em todos os seus detalhes. Tudo resolvido. Só foi chato sentir o quentão provocado pelo atrito do carpete que serve como pano de chão. Novamente vestido, Augusto se olha no espelho e arruma o cabelo. Vê que está suando e pega a toalhinha de rosto para se limpar. Ele fez bem em não tê-la inutilizado eternamente. Coloca a mão na maçaneta para voltar para o quarto e respira tranqüilizado. Resolvera todo o dilema. Quase todo o dilema. Esqueceu do cheiro. Se não soubesse a proveniência pensaria que tem um gato morto debaixo da pia. Olha para dentro da privada já sabendo o que vai encontrar. Cruzes. Outros dois problemas. O de dar descarga sem fazer barulho e o do cheiro de gambá morto que impesteia o ar. O que fazer? Bem, a descarga está liberada porque se ele tivesse feito apenas um xixizinho, o certo seria apertar o botão. E o cheiro também será facilmente resolvido. Ele pega um vidro de perfume da mãe e respinga no ar. Sem efeito. Com o tubo de desodorante do pai esguincha na privada toda. Agora sim mudou o aroma do ar. Parece que tentaram esconder o cheiro de cocô esguinchando desodorante na privada. Tudo certo. Augusto descansa a mão sobre a maçaneta. Que sufoco! Vislumbra ao redor para saber se está tudo realmente dentro dos conformes. Não. Hoje nada deu certo mesmo. Esqueceu de dar descarga. Impávido, como que finalizando uma obra herculínea, ele aperta o botão da descarga. Nada. O som do redemoinho sanitário apenas começa. Não termina com aquele encerramento em allegro apoteótico. Bururum. O que se passa? Ele, já temendo o pior, olha novamente para dentro da privada. A única diferença é que agora as coisas estão remexidas, porém todas presentes. O infeliz bate a cabeça repetidamente no ladrilho. Oh, vida ingrata! Ele se pergunta porque o diabo da descarga tinha que quebrar logo hoje. Isso já esta parecendo castigo dos deuses. Ele sabe que precisa fazer alguma coisa para dar um fim naqueles submarinos que estão flutuando no vaso. O que fazer? Num gesto dramático, Augusto põe a mão direita no peito e a esquerda simula implorar perdão divino. Ajoelha. Cansado e sofrido ele confessa baixo. -Tudo bem, se é para o bem de todos e felicidade geral das infecções, eu como o cocô. Aceitando tristemente o resultado da sinistra situação, ele se prepara para pegar um bolinho de chocolate e dar fim. De soslaio, olha para frente com os olhos desfocados para prender a respiração e concluir a sorumbática profecia. Vê um arame. Os céus ouviram suas preces. Ele levanta em um pulo e puxa o arame. A descarga é acionada. Abre a porta e sai do banheiro sem nem pensar, pois poderia encontrar outra desgraça. No quarto, de frente para Mariana, ele percebe que a desgraça pode estar ali. Se ela perguntar por que ele demorou tanto, o que responder? Que estava enforcando um mulato? Nem pensar. Mariana anda na direção de Augusto. Sorri. Diz que estava com saudades. Pronto! Ela notou que ele demorou. Agora ela vai falar que todo aquele disfarçe para esconder o que estava fazendo foi inútil. Vai destruí-lo. É o fim. Vida cruel e sem perspectivas. Porém Mariana fala que aquela música que ele cantou era muito interessante. Quer saber o que ele fez no banheiro. Meu Deus! E agora? Ela diz que ele ficou tão pouco tempo... Augusto olha desconfiado para a garota. Será que ela está ironizando sua permanência no toillet? Hum, tá querendo me enganar é? Se bem que, pensando melhor, ele fez as coisas correndo tanto que é bem capaz de ter ficado pouquíssimos minutos dentro do banheiro. Mas o que responder sem chocá-la por completo. Eu tava fazendo um cocozinho e limpando a bunda na pia. Ou repeli-la. Tava esquentando os motores, baby. Resolve dizer que está sentindo um pouco de dor de cabeça e foi tomar um doril. Ela pergunta se a dor sumiu. Ele diz que porra nenhuma. Mariana beija Augusto. Faz uma revelação. Fala que antes de sair de casa comeu um cozido e agora não está muito bem. O vinho ajudou a embrulhar ainda mais as coisas. Ah, sim. Agora ela está sacaneando com certeza. Safada, e o pior que ainda tirra o sarro com este ar de santinha. Ela pergunta se ele tem mais doril. Ele decide dar um tapa nela. Enquanto levanta a mão, é empurado para o lado. Mariana entra no banheiro e se tranca por dentro como um furacão. Pouco depois, ele escuta ela perguntando de dentro do banheiro se a continuação da música que ele cantou era assim. Yeah, Yeah, Yeah. Ah, como a vida dá voltas |
fin |
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