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Vigésima Quarta Rodada |
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Rodadas Passadas |
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| A Cigana |
| Por Ana Marques |
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A cigana dançava a platéia aplaudia o menino sonhava masturbava-se o monge olhavam-na de longe. E ninguém atinava quem levaria a cigana para casa? A bela cigana que descalça dançava na noite encantada em ninguém confiou. Acabada a dança o luzir e as chamas passado o momento voltou ela sozinha para o acampamento
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| Perfeita Maquiagem |
| Por f. celeti |
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luxo em linho esmalte vermelho um pouco de brilho base no rosto face de boneca vestido delineia o corpo maquiagem perfeita após diversos choros fecha-se outro caixão . |
| Simonia |
| Por Lanoia |
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Vendo
o sagrado no mercado dos tostões e não há culpa ali leve fardo de fé tida em vão pena de faisão para todos os ladrões |
| Questão de fé |
| Por Anderson H |
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- E daí?!
Pergunta o ladrão, Erguido na cruz, Ao Fariseu: - Se roubei corações, Dentre eles, Algum e.r.a.t.e.u.?! |
| Poema em braile |
por Quimas
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Passeando com meus dedos |
| El Gran Circo Etilic |
por Elizabeh Gama
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Em las terras de Mendonza
o bafo de onça anda solto, presos são os outros que nada acreditam. Os malditos maldizem entre choros pueris e chorumelas, e há a Dama das Camélias dizendo: Foi só um piti! Quantos fingem que acreditam? Eu nunca entendi porque gente não remunerada fica passiva e não faz nada e deixa o palhaço fazer o que quiser no picadeiro! Há algum mistério verdadeiro que me induza a acreditar que tudo isso é normal? Ficar pagando pau para um trapezista alucinado que baba o show inteiro feito um retardado só porque se tem preguiça? Bater palmas é só pra quem conquista minha admiração; para o tal artista de espetáculos funestos não tem perdão: É vaia sonora é tomate podre, e a lição de que na arte o que vale é o artista e não quem insista em ser dono ou patrão. O circo parece que fechou. Quem sabe amanhã nem haja show. Uma pena ,né? Talvez não. |
Será a felicidade uma paçoca?
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Por Gib@ |
Será a felicidade uma paçoca?
Um copo cheio de Coca? A taça no jogo da copa? Felicidade é ganhar na Sena? Beijar a mina da Vila Madalena Depois casar na igreja Encher a cara de breja Vomitar tudo de bandeja Entregar os amigos pra não apanhar Felicidade será algo palpável? Terá um sabor palatável? Pode-se comprar na esquina? Vestir o corpo da menina? Aquela a quem a gente bolina Será uma explosão de tesão? Um minuto de ejaculação Uma trepada em cima do fogão Uma vitória a mais do timão? Será felicidade uma utopia Só se pode ter durante o dia Aparece só com a lobotomia Estará na coroa que eu comia? Acho que só existe em novela Só se é feliz quando acaba Não tem quem sobe a favela Aos poucos afrouxar a fivela Acho isso felicidade também! Peidar na água e fazer bolinha Estará na religião dos ateus No sepulcro caiado dos fariseus No gozo da alma dos crentes Na dor dos incansáveis penitentes Na bem-aventurança das carolas Estará na satisfação de dar esmolas? Na libertação dos enclausurados Dos poetas e dos desgraçados Estará na fortuna dos bem-sucedidos Na euforia dos subnutridos Que dormem e se sonham comidos? Estará no juízo final? Onde pobres e ricos se igualam Os mudos conversam e os outros se calam Será um momento, um breve alento Será que existe ou é só pensamento? “Felicidade não existe. O que existe são momentos felizes” (Odair José) . As opiniões no fórum do Bar |
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Por Iriene Borges |
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No pensamento a tua ausência é leve.
A tua ausência é lisa, tua ausência é rasa, e desmancha-se no meu corpo em brasa como inúmeros brancos flocos de neve. Nos meus sentidos dados à minúcia a tua ausência tem um peso de aura, um porte de musa, uma doçura rara, silêncio de prece, delirante fragrância. E ela é tão suave, mesmo sendo constante que às vezes em devaneio me surpreendo dando atenção à idéia errante. de que existe um elo permanente. E nem por força da vontade me desprendo da sensação de que estás presente. |
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| Espelho |
| Por Flávia Valente |
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Quem é aquela pessoa ali no espelho? Mil cacos dela já vi pela casa Depois da chuva embaçou por inteiro Não ficou rosto, nem alma, nem asa Depois que tudo se fez desfecho Seus olhos crisparam de tanta lágrima Foi tanto sonho pelo ralo do chuveiro Não ficou sono, nem olho, nem água Restou manhã, o pão de centeio O trabalho mal pago, o quase-nada Pois que tudo que fazia era ao meio Não ficou espelho, nem rosto, nem lástima... |
| Madrugalhões |
|
Por Cel Bentin |
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Isso?
É apenas chope. Quem me embriaga, camarada, é a noite. ... |
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InterNerd, Brasil, 26 de setembro de 2008
Editado por Giovani Iemini